Coligação de Eduardo Paes recorre ao STF e tenta manter segundo turno no Rio após decisão do TSE
Grupo contesta anulação dos votos de Garotinho
Coligação de Eduardo Paes recorre ao STF e tenta manter segundo turno no Rio após decisão do TSE
Grupo contesta anulação dos votos de Garotinho
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro, que parecia caminhar para um desfecho definido nas urnas, ganhou um novo capítulo nos tribunais. Horas após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir pela anulação dos votos de Anthony Garotinho, a coligação de Eduardo Paes anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar assegurar a realização do segundo turno da eleição estadual.
A movimentação política acontece em um momento decisivo para o cenário fluminense. A decisão do TSE alterou diretamente a contagem dos votos válidos ao retirar do cálculo os mais de 274 mil votos recebidos por Garotinho. Com a exclusão desses votos, Douglas Ruas (PL), que havia encerrado o primeiro turno próximo da maioria absoluta, ultrapassa a marca dos 50% dos votos válidos e passa a ter caminho aberto para ser declarado governador eleito ainda na primeira etapa da disputa.
Diante da reviravolta, a coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir”, que apoia Eduardo Paes (PSD), decidiu contestar judicialmente o entendimento firmado pela Corte Eleitoral. Em nota, o grupo informou que apresentará ao STF um pedido de medida cautelar para impedir que a decisão produza efeitos imediatos e para garantir a realização de uma nova votação entre os dois candidatos mais bem colocados.
Os aliados de Paes sustentam que os votos divergentes apresentados durante o julgamento do TSE reforçam a necessidade de preservar aquilo que classificam como soberania da vontade popular. Segundo a coligação, a Constituição estabelece que o governador deve ser eleito por maioria absoluta dos votos válidos, argumento que servirá de base para a tentativa de reverter a decisão.
O caso reúne elementos que ultrapassam a simples contagem eleitoral. No centro da discussão está a interpretação sobre o destino dos votos dados a candidatos que disputam a eleição com registros ainda questionados na Justiça. A decisão do TSE consolidou o entendimento de que a candidatura de Garotinho não poderia produzir efeitos eleitorais válidos, mas seus adversários políticos defendem que a questão ainda merece análise pela mais alta Corte do país.
Enquanto o recurso é preparado, a Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro aguarda a comunicação oficial do TSE para realizar a retotalização dos votos. No entanto, a iniciativa da coligação de Eduardo Paes adiciona um novo elemento de incerteza ao processo.
Por ora, Douglas Ruas aparece como o principal beneficiado pelo julgamento, mas o destino final da eleição fluminense poderá depender dos próximos passos no Supremo. Em uma disputa marcada por reviravoltas jurídicas, o resultado das urnas ainda segue acompanhado de perto pelos tribunais.
A eleição no Rio ainda não terminou. Após decisão do TSE, o grupo de Eduardo Paes vai ao STF em busca de um segundo turno. Será o capítulo final dessa disputa? #PolíticaRJ #Eleições2026
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