Entidades médicas reforçam alerta contra os “chips da beleza” e defendem uso responsável de hormônios na menopausa
Manifesto reacende debate sobre segurança hormonal
Entidades médicas reforçam alerta contra os “chips da beleza” e defendem uso responsável de hormônios na menopausa
Manifesto reacende debate sobre segurança hormonal
Nos últimos anos, a menopausa deixou de ser um tema silencioso para ocupar espaço em consultórios, redes sociais e campanhas voltadas à saúde da mulher. Nesse cenário, promessas de rejuvenescimento, emagrecimento acelerado, aumento da libido e ganho de disposição passaram a atrair milhares de mulheres em busca de soluções para os desafios dessa fase da vida. Mas um recente posicionamento de entidades médicas brasileiras trouxe um sinal de alerta para o centro da discussão.
Durante o 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado no Rio de Janeiro, 12 sociedades médicas e científicas divulgaram a chamada Carta do Rio de Janeiro, documento que manifesta preocupação com o uso indiscriminado de implantes hormonais manipulados, popularmente conhecidos como “chips da beleza”. O texto questiona a utilização desses dispositivos para finalidades como emagrecimento, ganho de massa muscular, melhora do desempenho físico e combate ao envelhecimento, destacando a falta de evidências científicas robustas que comprovem esses benefícios e garantam sua segurança a longo prazo.
A discussão surge em um momento de crescimento expressivo do mercado voltado à menopausa. Produtos, terapias, suplementos e soluções personalizadas disputam a atenção de mulheres que buscam respostas para sintomas como alterações do sono, ondas de calor, redução da libido, cansaço persistente e ganho de peso.
Para a médica Patrícia Menegusso, especialista em saúde da mulher, o principal ponto do debate está em diferenciar tratamento baseado em evidências de estratégias amparadas por promessas comerciais. Segundo ela, existe uma diferença fundamental entre uma terapia hormonal corretamente indicada e a ideia de que uma única intervenção possa resolver diferentes aspectos da saúde feminina.
Especialistas ressaltam que a terapia hormonal permanece sendo uma ferramenta reconhecida pela medicina quando utilizada de forma adequada e individualizada. O questionamento das entidades médicas não é sobre os hormônios em si, mas sobre formulações manipuladas e implantes que não passaram pelos mesmos critérios de avaliação exigidos para medicamentos registrados e amplamente estudados.
Outro tema que ganhou destaque é o uso da testosterona. Embora frequentemente associada ao rejuvenescimento feminino nas campanhas de marketing, sua indicação é bastante restrita. Atualmente, consensos internacionais apontam benefício comprovado apenas em situações específicas, como o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres pós-menopáusicas cuidadosamente avaliadas.
O alerta das sociedades médicas reforça uma mensagem cada vez mais necessária: informação de qualidade deve caminhar lado a lado com a autonomia feminina. Em uma época marcada pelo excesso de promessas, compreender riscos, benefícios e evidências científicas tornou-se tão importante quanto o próprio tratamento. Afinal, quando o assunto é saúde da mulher, decisões seguras começam pelo conhecimento.
Nem toda promessa de rejuvenescimento tem respaldo científico. Informação segura continua sendo o melhor aliado da saúde feminina. 💗 #SaudeDaMulher #MenopausaSemTabu
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