Breaking News

Juizado do Torcedor defende medidas mais duras após nova onda de violência entre organizadas

Confrontos ligados ao clássico Flamengo x Vasco reacendem alerta

Após novos episódios de violência, o Juizado do Torcedor defende a revisão de medidas contra organizadas. O debate sobre segurança no futebol volta a ganhar força. #Linkezine ⚽

Juizado do Torcedor defende medidas mais duras após nova onda de violência entre organizadas

 

Confrontos ligados ao clássico Flamengo x Vasco reacendem alerta

 

A violência envolvendo torcidas organizadas voltou a colocar o futebol fluminense no centro de um debate que ultrapassa os limites dos estádios. Após os confrontos registrados no dia 29 de outubro, durante o Campeonato Brasileiro, envolvendo grupos ligados a Flamengo e Vasco, a juíza em exercício no Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Renata Guarino Martins, defendeu uma revisão das medidas adotadas contra os responsáveis por episódios violentos.

O cenário voltou a ganhar contornos ainda mais graves quando um homem foi baleado no pescoço em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o relato apresentado no caso, ele estava em um ponto de ônibus e teria sido confundido com um torcedor rival. O episódio reforçou uma preocupação que há anos acompanha as autoridades: a violência relacionada ao futebol não permanece restrita às arquibancadas e pode alcançar pessoas em diferentes pontos da cidade.

Para a magistrada, os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com torcidas organizadas não têm produzido os resultados esperados. Diante da repetição de confrontos e crimes, ela determinou que o Ministério Público seja oficiado para se manifestar sobre a juntada de documentos à ação civil pública nº 0430046-45.2013.8.19.0001, conhecida como a ação dos TACs das torcidas.

Em despacho encaminhado ao Ministério Público, Renata Guarino destacou que, apesar dos compromissos assumidos, haveria falhas no cumprimento das obrigações previstas nos acordos, especialmente na identificação e no afastamento de integrantes envolvidos em episódios de violência.

A juíza também levantou a possibilidade de revisão, rescisão ou até extinção dos termos que, segundo sua avaliação, não vêm surtindo os efeitos necessários para interromper a reincidência de crimes. Entre os episódios associados à violência de grupos organizados estão agressões, depredação de patrimônio público e crimes mais graves.

O debate, agora, volta-se para a responsabilidade das entidades envolvidas e para a necessidade de mecanismos capazes de garantir segurança antes, durante e depois das partidas, conforme estabelece a legislação esportiva.

Mais do que uma discussão jurídica, o tema expõe uma realidade urgente: enquanto a violência continuar avançando para além dos estádios, o desafio das autoridades será impedir que o futebol — espaço de paixão e convivência coletiva — siga sendo marcado por novos episódios de medo e insegurança.

 

 

 

 Futebol é paixão, mas a violência continua cobrando um preço alto. O Juizado do Torcedor quer medidas mais duras. ⚽  #Futebol #SegurançaNosEstádios

 

Deixe um comentário