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Senado do Paraguai destitui Santiago Peña por unanimidade após crise ligada ao colapso do Ueno Bank

Queda do presidente amplia incertezas no cenário político paraguaio

O Senado paraguaio destituiu Santiago Peña após a crise envolvendo o colapso do Ueno Bank e denúncias de má gestão. #Linkezine 🇵🇾

Senado do Paraguai destitui Santiago Peña por unanimidade após crise ligada ao colapso do Ueno Bank

 

Queda do presidente amplia incertezas no cenário político paraguaio

 

A política do Paraguai viveu uma de suas jornadas mais turbulentas dos últimos anos nesta sexta-feira (6). Em uma sessão marcada pela rapidez do processo e pelo consenso entre diferentes forças políticas, o Senado aprovou por unanimidade a destituição do presidente Santiago Peña, encerrando de forma abrupta um governo que chegou ao poder com forte respaldo do mercado financeiro e da direita latino-americana.

A votação registrou 44 votos favoráveis e apenas uma ausência entre os 45 integrantes da Casa. O resultado consolidou um movimento que ganhou força nas últimas semanas, impulsionado pela crise provocada pelo fechamento do Ueno Bank, uma das maiores instituições financeiras do país.

O colapso do banco desencadeou um efeito dominó que atingiu milhões de clientes, impedidos de acessar suas contas e recursos. Nas ruas de Assunção, a indignação rapidamente se transformou em protestos, aumentando a pressão sobre o governo. A situação se agravou diante das acusações de que Peña mantinha vínculos com a instituição financeira, da qual integrou a holding controladora até março de 2025.

Ao anunciar o resultado da votação, o presidente do Senado, Basilio Núñez, declarou que o então chefe do Executivo foi considerado culpado por “mau desempenho de suas funções”, determinando sua imediata retirada do cargo.

Além das consequências políticas, o caso deve avançar para a esfera judicial. O Congresso decidiu encaminhar toda a documentação do processo à Procuradoria-Geral do Estado, que avaliará possíveis medidas criminais relacionadas ao episódio.

A tentativa de evitar esse desfecho ocorreu um dia antes da votação. Peña apresentou sua renúncia em 5 de novembro, argumentando que desejava preservar a estabilidade nacional e impedir um aprofundamento da crise. No entanto, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido e manteve o processo de impeachment em andamento.

Se a renúncia tivesse sido aceita, o ex-presidente poderia assumir a condição de senador vitalício, um benefício concedido a ex-chefes de Estado paraguaios que garante imunidade parlamentar e participação em debates legislativos, embora sem direito a voto.

Momentos antes da sessão decisiva, Peña já reconhecia a derrota. Em comunicado, afirmou que sua prioridade era colocar os interesses do país acima dos projetos pessoais e evitar novos episódios de divisão política.

Com a saída oficializada, o vice-presidente Pedro Alliana deve assumir imediatamente a Presidência da República. A transição acontece em meio a um ambiente de forte tensão institucional, enquanto autoridades buscam restaurar a confiança pública e responder às cobranças geradas pelo maior escândalo financeiro recente do Paraguai.

A mudança no comando do país encerra um capítulo, mas abre outro. O futuro político de Peña e os desdobramentos judiciais da crise prometem manter o Paraguai no centro das atenções nos próximos meses.

Mudança histórica no Paraguai: Santiago Peña deixa a Presidência após aprovação unânime do impeachment. O país agora acompanha os próximos capítulos da crise política e financeira. #PoliticaInternacional #AmericaLatinaNews

 

 

 

 

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