Quando a beleza atrapalha

A premiação do Oscar tem sido um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta semana. Por duas razões principais: a participação especial da atriz Glória Pires, que deu um “show” à parte na transmissão global, e, claro, o fato do ator Leonardo DiCaprio, enfim, ter conquistado a estatueta mais cobiçada do cinema, após ter sido indicado cinco vezes ao prêmio. Piadas à parte com a intérprete das inesquecíveis Ruth e Raquel, protagonistas da novela “Mulheres de Areia”, o texto de hoje destaca o astro de “O Regresso” e como o rótulo de galã pode ter “atrasado” a coroação de uma carreira sólida.

Para o bem ou para o mal, a beleza física é um fator relevante no início da carreira de um jovem no cinema e na televisão. Concordando ou não, é assim que as coisas funcionam, principalmente em Hollywood. Claro que há aqueles que não entendem nada da sétima arte e caem no esquecimento (para nossa sorte). Outros, no entanto, têm talento, desenvolvem seus potenciais artísticos, crescem e viram monstros sagrados. A história do cinema esta aí para provar: Marlon Brando, Paul Newman, Audrey Hepburn, Sophia Loren são alguns dos tantos exemplos do que estou falando. São astros de primeira grandeza na arte e na beleza, que receberam o rótulo de galã ou diva, mas deram show em atuações inesquecíveis.

Muitos poderão dizer “prefiro ser lindo a ser feio”; ok, faz sentido, mas e quando a beleza atrapalha? O então jovem protagonista de “Titanic”, aquele mesmo que arrancava gritos histéricos de adolescentes apaixonadas pelos quatro cantos do mundo, era visto como mais um rostinho bonito a estrelar uma megaprodução. É claro que a atuação de DiCaprio no papel de Jack Dawson ficou muito aquém de outras posteriores como, por exemplo, em “O Aviador”, “O Grande Gatsby” (foto),  “O Lobo de Wall Street”, entre outras produções. O fato é que na hora de abrir o envelope e dizer “o Oscar vai para…” o nome de DiCaprio nunca estava ali… O rótulo de galã certamente era um empecilho, um preconceito, na verdade. Você pode até não concordar comigo e argumentar que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, de Los Angeles, sempre tem um “perseguido” a cada geração… É apenas um ponto de vista, que, com todos os argumentos que apresentei, faz sentido.

Galã ou não, DiCaprio tem um vasto portfólio de personagens marcantes em sua carreira. O Oscar recebido pela atuação em “O Regresso” foi o primeiro (para a alegria geral da internet e seus memes engraçadíssimos), mas não será o único (pode anotar aí). A beleza pode ser (e é) um elemento a ser levado em consideração, mas o talento e a dedicação são os fatores que transformam um rostinho bonito num grande artista e isso DiCaprio nos “provou” há muito tempo!

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Sobre Antonio Munró Filho (15 artigos)
Formado em Jornalismo e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Grande do Sul (PUCRS), tem larga experiência na área de comunicação. Entre 2001 e 2012 trabalhou na Zero Hora e O Sul, dois dos principais jornais do Rio Grande do Sul. Em 2012, deixou Porto Alegre para viver novos desafios no Rio de Janeiro, ao assumir a assessoria de comunicação de uma seguradora de atuação nacional. Cativado pelo universo corporativo, especializa-se na área de Marketing Digital pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Apaixonado por Literatura, mantém o blog cultural Alegria de Ser o que É (www.alegriadeseroquee.wordpress.com.br), no qual escreve sobre livros, filmes e música.

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