Juliana Paes Filippelli jogadora de vôlei da Superliga no Esporte Clube Pinheiros/SP -Seleção Brasileira do Vôlei Feminino Categoria de Base

Foto : Josué Júnior / Blog Versão Masculina

Juliana Paes Filippelli ,jogadora de vôlei da Superliga no Esporte Clube Pinheiros/SP; da seleção brasileira do vôlei feminino categoria de base , vem aos poucos conquistando seu espaço no vôlei brasileiro. Já se tornou campeã sul- americana e campeã mundial pelas categorias de base.Ela é uma promessa da nova safra que está por vir no vôlei feminino. Nessa entrevista de forma consciente da sua situação, ela fala um pouco da Seleção Feminina e do seu futuro.

Entrevista Juliana Paes Filippelli                                                                Por  Josué Júnior

                                                                                    Agradecimentos : Academia Clube KDM  e Marco Paulo Murad

 

 Seu inicio foi nos saltos ornamentais, desistiu ou o vôlei apareceu porque seu pai e sua mãe já foram federados?

Juliana Paes Filippelli– Eu estava indo bem nos saltos ornamentais e fazia parte da equipe. Treinávamos no parque aquático no Maracanã, e o supervisor da equipe conversou com os meus pais dizendo que meu biotipo não era o ideal e eu não conseguiria ser uma saltadora a nível de competição. Meus pais me incentivaram, então, a entrar no vôlei de praia, pois eles foram federados na quadra durante a adolescência e minha prima jogava na escolinha do Bernard, no Shopping Tijuca. Em 2004 comecei no Bernard, onde fui evoluindo e tomando gosto pelo esporte.

 O vôlei de quadra tem uma diferença, não tem?

–  Tem muita diferença.

 E quando você fez essa migração da praia para quadra você fez de que forma?

– Para mim foi muito importante ter começado no vôlei de praia. O vôlei de praia é muito mais técnico, você precisa estar muito bom em todos os fundamentos sempre. Isso me deu uma base muito boa. Em 2007 eu entrei para a quadra, no Tijuca Tênis Clube, no mirim, e continuei jogando os dois ao mesmo tempo. Em 2010 saí do Tijuca e fui para o Fluminense. Nesse mesmo ano fui chamada para uma peneira para a Seleção Brasileira infanto. Eram 46 meninas e fui selecionada para ficar entre as 20 que iriam disputar vaga para o Sul Americano da categoria. Nesse momento, precisei escolher entre ficar na quadra ou na praia. Como eu já estava na Seleção Brasileira de quadra, escolhi ficar nela. Fomos campeãs sul americanas, e aí as oportunidades foram aparecendo. Minha primeira Superliga foi na temporada 2010/2011, em Macaé. Depois joguei em São Caetano, Sesi-SP , Rio do Sul e agora estou no Esporte Clube Pinheiros.

 Jogando no Pinheiros e na seleção brasileira de base, te deixa segura ou você precisa provar toda vez que está em quadra que merece estar jogando?

– Segura a gente tem que estar o tempo inteiro. Tem que rolar aquela autoconfiança, saber que a gente é capaz, mas nada é cômodo, não existe lugar cativo em lugar nenhum. Se, tanto no clube quanto na seleção, eu não estiver rendendo dentro de quadra eu vou ser substituída. Então, a cada treino e a cada jogo eu preciso mostrar o motivo do técnico ter me escolhido para estar ali; tenho que estar evoluindo sempre.

Ju volêi - 1

Foto : Josué Júnior / Blog Versão Masculina

 Em algum momento passa pela sua cabeça estar nas Olimpíadas? Em outras.

Jú – É o sonho de todo atleta querer jogar uma Olimpíada e poder defender seu país. E comigo não é diferente.

 Como você vê esse momento hoje? Aqui no Brasil? Todo esse burburinho? E como é não estar nessas Olimpíadas? Como fica essa emoção?

Jú- É um orgulho para os atletas poderem defender as cores do nosso país dentro de casa. E mesmo que eu não esteja jogando, a ansiedade e a emoção serão enormes!

 O Brasil está pronto para ser tri campeão Olímpico ?

Jú – Eu acredito que sim! Temos um grupo muito bom e elas estão treinando muito forte para conquistar o tri olímpico. Não vai ser nem um pouco fácil, o Brasil é a seleção a ser batida, mas tenho certeza que elas vão lutar até o fim fazendo o melhor.

 Ser Libero é ser o coração do time. Você chama essa responsabilidade ou divide com o seu time em quadra?

Jú- O Libero é uma posição muito desafiadora. Precisamos estar chamando o time o tempo inteiro, temos que estar ajudando sempre. Apesar de não fazermos pontos diretamente, temos que passar bem, defender, para que o nosso time faça ponto. Acho que cada jogadora tem a sua responsabilidade dentro da equipe, mas o líbero tem que ter o algo a mais ali, ele tem que estar dando energia o tempo inteiro para não deixar a equipe baixar a  concentração e o foco durante o jogo.

 Quando é um jogo muito difícil como é a energia do libero?

Jú- Provavelmente o líbero vai estar super pilhado. Não só em jogos muito difíceis, mas em todos os jogos. Acho que mais do que falar e gritar é fazer. Se eu cobrar e não estiver fazendo o meu, acho que não tem fundamento, então procuro ter a atitude. Por exemplo, se a outra jogadora não está defendendo bem, vou tentar defender mais por ela; se ela não está passando bem, eu tento assumir mais o espaço dela. O líbero tem que ter a atitude de assumir, sempre.

  Como você vê alguns casos de dopping de alguns jogadores de vôlei?

Jú- Qualquer atleta precisa se preocupar com tudo que ele ingere, passa e usa de medicamento, pois pode ser que tenha alguma substância que pode ser pega no dopping e não sabe. Teve o caso da Jaqueline que tomou um chá verde para combater celulite e  tinha uma substância proibida que ela não sabia e por conta disso ela foi afastada. Quanto ao uso de anabolizantes, se o atleta for consciente, não faz, porque além de poder ser pego no dopping e poder ser banido do esporte, prejudica a saúde dele também. Então, tem que tomar muito cuidado com o que se ingere. No meu caso, qualquer coisa que eu precise tomar, ligo para o meu médico para não correr esse risco.

  Você estaria pronta para ser a próxima libero do Brasil ? Responsabilidade?

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Foto: Josué Júnior / Blog Versão Masculina

Jú- É meu grande sonho e vou trabalhar muito para estar preparada caso eu seja convocada. É uma responsabilidade muito grande ainda mais porque até hoje só tivemos grandes nomes nessa função, como a Arlene, a Fabizinha, e atualmente a Camila Brait.  Tive a oportunidade de defender a seleção na base e no sub23, onde fomos campeões mundiais em 2015, e seria a realização de um sonho defender novamente a seleção.

 Medo do desafio você não tem?

Jú – Não! Não!  O desafio é o que move a gente!

 Nessa linha sucessória você está cotada, você vai disputar com outras meninas. Como você vai lidar com isso?

Jú- Vai haver uma renovação na seleção, isso vai acontecer naturalmente, e caso surja uma oportunidade para mim preciso manter um bom nível de jogo. Não é porque fui da seleção brasileira de base, que vou ser da seleção adulta. Preciso trabalhar muito para isso, continuar evoluindo para ser convocada. Desde sempre disputei vaga. E nunca foi fácil! Sempre corri muito atrás, e no fim você precisa se superar; aprendi que antes de ser melhor que as outras, preciso ser melhor que eu mesma. Se eu merecer, a vaga vem para mim.

 Qual o recado para quem quer começar no vôlei?

Jú – Treine bastante cada fundamento, não queira ser muito bom em apenas um. Dedique-se a cada treino e ajude sempre sua equipe.

Sobre Josué Júnior (143 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

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