A SOLIDÃO DA POSSE

 

 

Escolhi despretensiosamente numa tarde preguiçosa de domingo o filme Out of Africa, e fui surpreendida com a inspiração que me provocou, a qual compartilho com você agora.

Baseado na autobiografia de Karen Blixen (1885 – 1962), uma famosa escritora dinamarquesa segundo minha breve pesquisa no Wikipédia, Out of Africa, cujo livro foi escrito pelo pseudônimo de Isak Dinesen, suscitou em mim virtudes que aqui residem, horas mais adormecidas, outras, vívidas. A coragem de uma mulher à frente do seu tempo, destemida e aventureira, ao mesmo tempo resiliente, ciente da colonização sobre uma terra que não era originalmente sua.

Um ser evoluído em certos níveis de consciência ao mesmo tempo cativo à condição humana da solidão. Fez acordos muito transparentes com os homens em sua vida e, de forma geral, com as pessoas do seu convívio, foi agraciada com a dignidade e o respeito que se deve ter à natureza de uma mulher brava o suficiente para se dobrar apenas ao que é impossível controlar.

Como todos com o coração aberto à vida, Karen soube tirar proveito do seu aprendizado. Compreendeu, em tempo, que amor e posse não combinam, assim como água e óleo não se misturam.

Diante da sombra da solidão, criou uma estratégia própria para seguir em frente. Mentalizava tudo que poderia ser “pior” diante da situação, trazendo à memória a lembrança de momentos únicos e sublimes que teve a oportunidade de experienciar no amor. Então, ela tinha certeza de que podia avançar.

Acredito que esse seja o pulo do gato sobre o temor que sentimos em relação à solidão. O amor liberta. E não é porque ele assegura de não estarmos sós. Mas porque os encontros que ele proporciona nos nutrem o suficiente a raiz para confiarmos na nossa plena condição de prosseguir caminhando.

Anúncios
Sobre Gisele Faria (9 artigos)
Psicóloga (CRP 05/37984), formada desde 2006 pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGoiás), e Terapeuta Complementar, formada e pós-graduada em Acupuntura pela Associação Brasileira de Artes e Ciências Orientais (ABACO) e pela Escola Nei Jing (Centro de Estudos e Desenvolvimento em Medicina Tradicional Oriental), no Rio de Janeiro, desde 2012. Atende adolescentes e adultos em consultório particular na Freguesia Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Ama o que faz e faz o que ama, atuando na área da Psicologia Clínica e das Terapias Complementares, dentre elas a Acupuntura, Massagem Clínica, Terapia Floral, Reiki, Cromoterapia. Entende o estudo e aperfeiçoamento das práticas clínicas como uma necessidade continua, por isso busca sempre se atualizar. Percebe o mundo pela visão Transpessoal, que compreende o ser humano como um ser biopsicossocial e espiritual, em busca da realização material através da realização espiritual. Alimenta o blog bem-se-quer.blogspot.com e a página do Facebook Bem-Se-Quer.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: