#Vemprarua

Foto : Divulgação

 

 

O brasileiro acordou cedo nesse último domingo, se vestiu de verde e amarelo e foi às ruas. Pelo menos metade dos brasileiros. Eu fui uma deles. Me juntei aos meus pais, minha tia e irmã, grupo que se mantém unido e presente nos últimos protestos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nos juntamos a quase 600mil pessoas.

 

Não. Não fui gritar Fora Temer. Mas gritei “Não à intervenção militar”. Aplaudi a Polícia Federal, os promotores e juízes que fazem parte da Lava-Jato. Fui defender o que considero vital à democracia – o Congresso, o Executivo e o Poder Judiciário existem para servir ao Povo. Não o inverso. Eles tem obrigação de dar satisfação de seus atos e se justificarem. Concordo com a máxima de Nelson Rodrigues que diz que a maioria é burra. É só ver como durante 13 anos o PT conseguiu enganar tanta gente e angariar tantos votos a ponto de ser eleito e reeleito três vezes. Mas mesmo assim, os três Poderes devem ouvir as ruas e com base nelas exercerem suas funções e se justificarem à sociedade, ou é melhor cortar todas as despesas que eles geram e viver em uma ditadura mais enxuta (se isso for possível!)

 

Rodou pela internet a brincadeira que as pessoas que encheram as ruas de verde e amarelo se arrependeram do “Fora Dilma” e agora estavam pedindo o “Fora Temer”. Não. Não nos arrependemos. Porque a maioria que se vestiu de verde e amarelo não votou no Temer, muito menos na Dilma. Quem grita por aí “Fora Temer” foi justamente quem votou nele…. ironia do destino, vai entender essas cabeças…

As diferenças entre os protestos “verde e amarelo” e os dos sindicatos e partidos de esquerda são algumas: a começar pela cor – vestimos as cores do Brasil e não a de um partido ou sindicato; não recebemos dinheiro ou qualquer outro favor para fazer figuração – vamos porque queremos, as nossas custas; nossos protestos são no domingo para não atrapalhar o dia-a-dia dos trabalhadores – porque afinal, somos trabalhadores e com nossos impostos pagamos toda a festa que está rolando em Brasília, Rio e adjacência; não há violência – porque não faz sentido quebrar patrimônio público que em última instância é nosso, do povo; não temos todos o mesmo discurso e demandas, mas convivemos com as diferentes correntes de pensamento desde que façam algum sentido.

 

Entendo que a Força Tarefa da Lava-Jato não é santa, muito menos perfeita, então me poupe de tentar me convencer que eles cometeram erros ao longo do processo. Não sou advogada, mas é quase certo que eles pisaram na bola aqui e ali. Quem nunca? Mas no conjunto da obra estão fazendo um trabalho, como Lula gostava de dizer, nunca feito antes na história desse Brasil. Estão mais que fazendo as leis valerem para todos. Estão devolvendo orgulho e prestígio a cada um de nós, brasileiros. Sim. Somos um povo digno. Somos extremamente capazes. Tudo que precisamos é que alguém acredite em nós. Bom, esse povo todo que foi às ruas hoje acredita. Ainda tem muita tempestade a frente, mas depois vem a bonança.  E estaremos aqui. Nas ruas. Ocupando o nosso espaço e fazendo nossa voz ser ouvida. O Brasil merece ser como ele pode ser – Grande. Livre. Inclusivo. #nóspodemos! #juntossomosmaisfortes! #vemprarua

Sobre Anna Gabriela Malta (17 artigos)
Anna Gabriela Malta é fotógrafa documentarista e gestora da instituição sem fins lucrativos Sociedade Providência, dedicada a educação de crianças de baixa renda na Zona Sul do RJ. Acredita no trabalho de formiguinha para transformar o mundo através da educação e do envolvimento de cada um na sociedade. agmalta@gmail.com

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