Entrevista com Robinson Shiba presidente do Grupo TrendFoods

Foto:: Divulgação/TrendFoods

Robinson Shiba, presidente do Grupo TrendFoods, que detém as marcas China in Box e Gendai. De origem japonesa, foi criado para dar continuidade ao negócio da família só que não combinaram com ele, por sua própria iniciativa decidiu escrever sua história e hoje preside o Grupo TrendFoods. Ele também pode ser visto no programa Shark Tank Brasil. Venha conhecer Robinson Shiba.

 

Por Josué Júnior

 

 Você foi criado dentro de uma loja de material de construção onde ajudava na rotina da loja, mais também brincava de futebol e atrapalhava no dia-dia, da loja. Já naquela época você sonhava em ter seu próprio negócio?

Robinson Shiba :

Nas famílias japonesas, é muito comum os filhos serem sucessores dos pais nos negócios. Meu avô veio para o Brasil como imigrante, trabalhou no campo e abriu a loja de materiais de construção. Meu pai, além de ter trabalhado na loja e assumido a mesma depois, estudou odontologia. E nós fomos criados para seguir esse caminho, era o que eu sabia naquela época.

 

 

Em uma palestra você comenta que foi para os Estados Unidos, para aprender um pouco da língua e que ficaria 2 messes, por um assalto você e seu amigo tiveram que trabalhar para consegui se manter, e por essa razão os 2 messes, acabou sendo 1 ano, e que foi uma falta de sorte acabou sendo uma oportunidade para conhecer um pouco mais os costumes e observar, como o americano se comporta.  Foi lá que veio a ideia de trazer a China in Box, para o Brasil? Conte um pouco do seu strat.

Robinson Shiba :

Sim. Naquela época, o sistema de delivery no Brasil se resumia a pedido e entrega de pizzas. Nos EUA, percebi que era a alta demanda dos consumidores por comidas chinesas, que, cada vez mais apressados, foram se acostumando a comer em pequenas caixas nas ruas. Então, passei a estudar os modelos de fast-food com delivery que deram certo, desde a produção até a entrega, e como poderia fazer melhorias.

Vi que trazer essa caixinha para o Brasil e apostar na comida chinesa como uma alternativa à pizza eram grandes oportunidades de negócio. De volta ao Brasil, falou da minha ideia para a família, que me apoiou. Adaptamos os sabores da China ao paladar brasileiro e abrimos uma loja delivery.

 

 

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Foto : Divulgação/TrendFoods

Você já tinha 3 consultórios dentários montados quando decidiu abrir a China in Box , esse capital inicial foi suficiente?

 

Robinson Shiba :

Na verdade, não. A total confiança que eu tinha no negócio me ajudou a fazer com que meu pai vendesse um apartamento por um terço do preço para levantar capital e investir na marca.

 

 

No ano de 92 você abre a primeira China in Box. Qual era seu bunisse plane, para sua empresa? Conte um pouco como ela cresceu.

Robinson Shiba :

 

Antes de abrir a primeira loja, o primeiro passo foi conhecer o mercado, visitar os restaurantes asiáticos que existiam em São Paulo. O que veio depois não foi tão simples. Eu não conhecia nada do ramo de alimentação, não sabia como desenvolver fornecedores, não conhecia fornecedores de cozinha, fogão, geladeira, de carne e de frango… Por conta disso, tive bastante dificuldade em desenvolver esses fornecedores. Mas eu tive um grande parceiro, o Geraldo, que foi o meu cozinheiro. Ele me ajudou bastante, apresentou-me a vários fornecedores para que pudéssemos inaugurar o nosso primeiro restaurante. Com o passar do tempo, nossa loja de Moema passou a dar muito certo e comecei a receber pedidos para transformar a empresa em rede de franquias.

 

Em 1994, você vai a uma feira de franquia e vende 35 lojas da China in Box e no ano seguinte mais 35 lojas. Esse momento quais foram suas maiores preocupações com a sua marca?

Robinson Shiba :

 

Nesse momento, minha maior preocupação era não ter capacidade de dar assistência aos franqueados que estavam investindo comigo. Eu ainda não tinha uma equipe formada. A rede estava crescendo e, ao mesmo tempo, estávamos formando a equipe. A consequência disso poderia ser a perda do padrão e da qualidade do produto e do serviço.

Felizmente, nada disso aconteceu e estamos aqui hoje, comemorando 25 anos.

 

Como toda história sempre existe um momento ruim 1997, foi um momento da China in Box, para ser esquecido ou lembrada? Pois foi um ano que as vendas tiveram uma queda tanto nas franquias quanto nas suas unidades próprias?

 

Robinson Shiba :

Na verdade, não chegamos a encolher. O número de crescimento foi superior ao de fechamento de lojas.

Então, 1997 foi, na verdade, um ano de aprendizado, pois foi preciso que implantássemos uma série de processos e indicadores que não tínhamos antes. Começamos a definir melhor essas questões de logística de distribuição, departamentalização, organograma etc., para que fosse possível direcionar a gestão da melhor forma possível.

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Foto: Divulgação/TrendFoods

 

As marcas China in Box e Gendai, que pertencem ao Grupo TrendFoods, completam 25 anos em 2017. No total, as duas redes possuem 214 lojas, 4.500 colaboradores e um faturamento de cerca de 400 milhões (dados de 2016). Qual é o seu desafio para continuar seguindo em frente?

Robinson Shiba :

O atual momento político-econômico do Brasil já é um grande desafio para nós e para todos os empreendedores brasileiros.

Além disso, a sucessão dos franqueados é o principal desafio que está sobre nossa gestão atualmente.

 

 

No programa Shark Tank Brasil, exibido no canal Sony TV fechada, e na Band TV aberta, você dá dicas para novos empreendedores de como abrir um novo negócio e se manter nele. Em tempos de crise, qual é o melhor negócio para começar, sem ter dor de cabeça e um retorno rápido?

Robinson Shiba :

Não existe um negócio que seja o ideal. Cada segmento tem uma característica. A pessoa tem de gostar do que faz e estar disposta a se doar literalmente, principalmente no momento de implantação. É preciso ser criativo, se renovar, entrar com algum diferencial.

Então, não só em tempos de crise, mas em qualquer tempo, a pessoa precisa investir naquilo que ela tenha afinidade, que a motive, que traga uma satisfação pessoal e profissional. Até porque, precisamos ser realistas. Retorno rápido não existe e nunca existirá.

Aproveito para deixar um recado para os empreendedores: é bom ter inspiração, mas a transpiração é o que faz acontecer.

 

Sobre Josué Júnior (143 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

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