Entrevista com Guilherme Leme

Foto: Felipe Panfili

 

 

 

Guilherme Leme é um artista múltiplo; entre tantos trabalhos dentro do cinema, televisão e teatro. Hoje ele dirige musicais como o que está em cartaz no Rio de Janeiro, Romeu e Julieta, um grande sucesso de público e bilheteria. Nessa pequena entrevista, ele conta um pouco sobre sua vivência de mais de 30 anos de carreira, e como surgiu o musical. Com vocês Guilherme Leme.      

    

Por Josué Júnior

 

 

No início da sua carreira você já dançava, cantava e atuava. Podemos entender que é dessa forma que se forma um ator?

 Guilherme Leme:

Na verdade eu comecei atuando, e a dança e o canto vieram depois com as demandas dos trabalhos. Mas, acredito sim, que para um ator sentir-se pleno como profissional deve estudar e aperfeiçoar a interpretação, a voz e o movimento.

 

Você também ajudou a montar a Companhia de Teatro São Paulo Brasil,  e viajou por todo Brasil. Com a sua experiência, que você já adquiriu por mais de 30 anos de carreira, o que falta no Brasil para um ator viver apenas do teatro?

 Guilherme Leme:

Bom, eu já passei vários anos de minha vida vivendo apenas de teatro. Hoje em dia trabalho pouco na TV e Cinema, portanto meu trabalho como ator e diretor de teatro é o que dá meu sustento. Às vezes temos momentos mais difíceis, mas vou levando na boa. Claro que se no Brasil tivéssemos uma política cultural mais apurada, tornaria tudo mais fácil.

 

 Você já ganhou prêmio no Festival de Gramado de melhor ator coadjuvante no filme Anjos da Noite do cineasta  Wilson Barros, e  já fez televisão com personagens que marcaram e muito teatro. Dentro desse universo, qual seria o melhor momento na sua carreira? Fale um pouco sobre.

 Guilherme Leme:

Os melhores momentos da minha carreira foram durante os espetáculos “O Estrangeiro”, onde atuava, e em “Trágica.3” e “Romeu e Julieta”, peças que dirigi.
 No musical Romeu e Julieta você assina a direção. Conta um pouco como nasceu a historia de recriar Romeu e Julieta com as músicas de Marisa Monte?

 Guilherme Leme :

Eu assisti uma montagem do Antunes Filho há 30 anos, em São Paulo, e desde então fiquei totalmente emocionado. Sempre quis falar de Shakespeare para os jovens e trazer essa galera nova para o teatro. Quando eu comecei a pensar no espetáculo ele não era nem musical na verdade. Mas toda vez que eu ouvia uma música da Marisa Monte eu pensava que ficaria lindo em determinada cena. Quando o Gustavo Gasparani entrou para fazer o processo de criação, ele é apaixonado por Marisa Monte, grande amigo dela, juntamos os dois desejos e deu Marisa na cabeça!

 

 Com um time de primeira, o musical está encantando o público e a crítica. Quando começou a ficar pronto você tinha noção da extensão que poderia atingir esse musical?

 Guilherme Leme :

Com a equipe e o elenco maravilhosos que reuni para essa produção, eu tinha certeza que teríamos um belo resultado. Shakespeare embalado por Marisa Monte junto a essa galera incrível que trabalhou ao meu lado, não tinha como não dar certo.
 Marisa Monte fez algum pedido em relação às músicas dela? Teve alguma que ela pediu para entrar no repertório ou ela só viu e ouviu no dia da estreia?

 Guilherme Leme:  

Marisa deu carta branca total para a criação do espetáculo e só viu o resultado na estreia.
 

Fotos: Felipe PanfiliFoto: Felipe Panfili

 Você falou que Shakespeare é um escritor popular, e que foram as pessoas que o elevaram para um patamar cult. Você não acha um pouco contraditório ele ser chamado de popular, sendo que todas as obras que escrevia eram para uma plateia específica? Você pode explicar um pouco do seu pensamento? 

 Guilherme Leme :

Não, Shakespeare não escrevia para plateias específicas. Ele era um dos grandes dramaturgos da sua época e suas peças eram sucesso absoluto de público no Globe Theatre e outros teatros do Reino Unido, locais frequentados por toda uma população inglesa principalmente nos séculos XVI e XVII. E essa plateia era formada por nobres e plebeus, ou seja, uma plateia diversa, plural e popular.
 Quando estive no dia para a imprensa, percebi ali que seria um sucesso arrebatador e que este espetáculo precisava ser visto pelo Brasil afora. Está nos planos viajar com a peça? Caso sim, conte um pouco por onde pretende levá-la?

 Guilherme Leme:

Depois do Rio seguiremos para uma temporada de três meses em São Paulo. Em novembro e dezembro está prevista uma turnê pelo Brasil. E temos também a intenção de levar o espetáculo para Portugal em 2019. Que os deuses do teatro nos ajudem!

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Sobre Josué Júnior (123 artigos)
Josué Júnior, carioca, fotógrafo profissional pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Há mais de dez anos no mercado fotográfico com ênfase em moda e publicidade. Atualmente fotografa para o site Versão Masculina, especializado em comércio de produtos masculinos. Em sua empresa Arte foto Designer, desenvolve seu trabalho autoral, que pode ser apreciado na sua pagina : www.facebook.com/fotosjosuejunior?ref=bookmarks ,ou em seu Instagran .https://www.instagram.com/josuelbjr/

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