Wilson Witzel, aspirante a presidente

                          

O ano de 2018 foi um ano de eleições e o Brasil num barril de pólvoras. Vários movimentos surgindo: MVBL, Muda Brasil entre outros. Os dois movimentos citados alavancaram muitos candidatos como: Kim Kataguiri, hoje deputado Federal graças ao movimento MVBL, um apoiador de Jair Bolsonaro. Nessa onda de mudanças, Bolsonaro surgiu como o “messias” que salvaria o Brasil. Momento em que vivíamos a operação Lava-jato, com o juiz Sérgio Moro à frente, deixando o país chocado com tantas denúncias de corrupção, revoltando a todos e estimulando o desejo de mudança em nossa política. Esses movimentos produziram novos candidatos com a promessa de renovação, honradez e honestidade. Todos os cargos, de Presidência da República a de Deputado Estadual, foram preenchidos com novos rostos. Um exemplo de votação bem sucedida foi em Minas Gerais, com o Governador Romeu Zema do Partido Novo, que fez sua estreia na política através de um partido recente, trazendo um discurso de melhoria no serviço público. Pelo visto o governador tem realizado um bom governo, pouco dinheiro, mas sendo justo para os cidadãos mineiros.

 Como nem tudo são flores, o Rio de Janeiro também apostou em uma renovação. Porém, o carioca não percebeu que o PSC, um partido nanico com pouca representatividade como o PSL, poderia abrigar pessoas como o pastor Everaldo, um homem com raízes profundas no Estado Fluminense. Esse senhor tem ligações com Cabral, Pezão, Garotinho entre outros nomes importantes na antiga e corrupta política Fluminense. Pastor Everaldo teve em seu destino Wilson Witzel, Juiz que desejava ser mais que um Juiz Federal. Ele queria ser Presidente da República. Com o mesmo discurso do seu espelho, Jair Bolsonaro, começou sua campanha com 1% da intenção de votos e como todo novato desconhecia o jogo politico. Em um debate frente a frente, o candidato Romário afirma que Witzel conhecera Mário Peixoto, um homem envolvido na Lava- Jato. Ao termino da pergunta Romário o chama de frouxo. Assista ao vídeo abaixo para melhor entendimento da situação.

Já era o indício de que nada mudaria no Rio de Janeiro. A campanha avançava e Witzel sempre de “carona” com Bolsonaro, a ponto de tentar contato com os filhos do presidente, sem sucesso. Essa luta incessante leva Witzel aos amigos dos filhos de Bolsonaro que estavam no pleito, como o Deputado Federal Daniel Silveira e o Deputado Estadual Rodrigo Amorim. Numa dessas andanças deu-se o episódio da quebra da placa de Marielle. Pois é! Witzel não quebrou a placa, mas estava num carro de som, apoiando quem o fez.  Segue mais um vídeo demonstrativo para recordarmos.

A quebra da placa rendeu frutos de uma amizade até o dia 23/09/20, quando Rodrigo Amorim votou a favor da cassação de Wilson Witzel no plenário da Alerj, findando assim uma amizade que mais pareceu um “amor de carnaval”. Entre vários comentários desastrosos como “Guarda o fuzil em casa para não perder a cabeça!” e a comemoração com “pulinhos” na ponte Rio-Niterói, depois que um sequestrador fora abatido por sua ordem, Witzel percebeu uma possível ascensão política. No caso da ponte, o sucesso da operação rendeu-lhe uma crescente popularidade, a ponto de cogitar a candidatura à Presidência. O caso se assemelha ao do ônibus 174, onde o governador Garotinho não ordenou o abate do sequestrador, levando a um fim trágico para uma refém, a professora Geísa Firmo Gonçalves, que fora alvejada por quatro tiros de fuzil disparados por um policial.

Quem não gostou nada de saber que seu amiguinho pensava em ser presidente foi Bolsonaro. Começava assim uma história de disputa e troca de farpas entre os dois. Com a pandemia, foi questão de tempo para começarem os problemas e a corrupção veio à tona, assim que o Secretário Estadual de Saúde, Edmar Santos Silva, começou a ser investigado. Witzel até tentou proteger seu comparsa, sem sucesso. Edmar Santos Silva foi preso e fez a delação premiada para a ruina de Witzel, que foi do céu ao inferno e pelo visto lá ficará por muito tempo. Infelizmente, o Rio de Janeiro escolheu a velha politica para continuar no poder do estado. O carioca não merecia ter essa surpresa tão desagradável proveniente da sua escolha. O desejo de uma mudança que não veio, mais uma vez o estado está à deriva, esperando um politico bem intencionado para agir de forma correta e tirar esse Estado do buraco em que se encontra. Witzel tem que dar a mão ao pastor Everaldo e que vá rezar na cadeia, pois lá é seu lugar!

                                        #Riocidademaravilhosa      

Sobre Josué Júnior (406 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

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