Tudo pelo prêmio ou personalidade verdadeira?

BBB do ponto de vista de uma expectadora novata.

Durante alguns dias estive com meu pai no hospital e acabei sendo expectadora do BBB.

Não tenho nenhum preconceito pelo programa, pelo contrário. Acho uma fonte interessante de observação do ser humano. Mas nunca tive vontade de “me prender” assistindo pois isso é igual a novela…começou não paramos mais! E meu tempo tem estado muito corrido.

No início, achei que seria muito interessante ver os “famosos”, o tal pessoal do camarote, no dia a dia…Depois de alguns episódios comecei a enxergar tudo tão diferente….

O BBB me parece uma explosão.

Vemos muitas coisas no comportamento dos participantes: julgamentos, apontamentos, questionamentos excessivos, arrogância, carência afetiva, embriaguez patológica, perda de controle, frieza excessiva, teatro…. a única coisa que não vemos são pessoas vivendo o dia a dia de forma leve, tentando se conhecer, trocar experiências, se divertir.

Tudo bem que é um jogo, é preciso a tal “estratégia” mas antes de tudo precisamos jogar limpo, bonito.

Estamos vendo uma chuva de desrespeito, frieza, empatia.

Pessoas que pregam a diversidade, apontando, julgando…Usando palavras pomposas que não dizem nada. Ou melhor, dizem o quão os discursos não acompanham as ações.

Vale tudo pelo prêmio?

O dinheiro está vindo em primeiro lugar sempre?

O que poderia ser um ambiente cheio de alegria, onde cada um se mostra e mostra seus talentos, está sendo um jogo frio, feio e que nos faz questionar a verdade entre o que as pessoas fingem ser nas redes sociais e o que elas são de verdade.

O humorista não trouxe humor, o poeta foi calado, o cantor/compositor de letras bonitas não mostra em ações, não canta para trazer alegria…a cantora não encanta mas manipula a multidão da casa, o ator observa atônito o comportamento dos companheiros parecendo sem força diante desse show de horrores.

Será que estamos vivendo nossa vida assim? O tempo todo julgado, julgando, questionado e questionando?

Os sentimentos não podem ser vividos pois são julgados e questionados o tempo todo…É muita toxidade.

…Ninguém pode ser ninguém. É preciso liberdade para a gente ser quem a gente é!

Achei brilhante o posicionamento do Lucas em deixar o programa. Esse rapaz não fugiu. Ele se respeitou. Ele deu um basta na toxidade. Ele não se vendeu pelo dinheiro final. Digno. Muito digno.

Vamos parar, repensar, acolher, ter prazer no jogo da vida, respeitar o sentimento das pessoas, dialogar e não apontar.

Diálogo é a melhor forma de amar e respeitar.

Vamos aguardar os próximos capítulos desse jogo da vida real…Que o bem predomine!

Beijos

Sobre Vivi Drummond (56 artigos)
Sou Vivi Drummond! Carioca, formada na PUC, especializada pelo SENAC, trabalhei com cosméticos de luxo e atualmente como consultora de imagem. Sou apaixonada por roupas, moda, decoração e musculação. Nesta coluna falaremos sobre roupas, moda, tendências, looks e dicas de um jeito colaborativo, inclusivo e democrático. Afinal, a forma de nos vestir reflete como estamos nos sentindo e como queremos que o mundo nos veja. Então, nos acompanhe e vamos usar a roupa e a moda para sermos felizes! Meu Instagram: @vividrummond_moda

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