Segunda semana de CPI da Covid 19

A segunda semana da CPI da Covid-19 começa com o bom depoimento do presidente da Anvisa, o senhor Barra Tores

Instagram : @linkezine

                            

A segunda semana da CPI da Covid-19 começa com o bom depoimento do presidente da Anvisa, o senhor Barra Tores, que de forma precisa e coerente manteve suas respostas, não deixando brechas para polêmicas. A única polêmica partiu do depoimento do Senador “baba ovo” Kajuru, que por meio de pergunta aviso, alertou que o presidente estaria bufando devido ao seu desempenho na CPI, a ponto de perguntar a Barra Torres, que é amigo do presidente, como ele viveria aquele momento. Sua objetiva e singela resposta: “Vou continuar vivendo como sempre vivo!”.

Barra Torres teve uma participação impecável, a ponto de ganhar elogios de todos os Senadores por sua retidão. Torres foi perguntado sobre a mudança na bula da cloroquina e sua resposta foi imediata. Segundo ele, a Dra. Nise Yamaguchi esteve presente e defendeu a mudança, para que a medicação fosse usada contra covid-19.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta declarou à CPI (04/05) que esteve em reunião, onde lhe mostraram um rascunho do decreto que mudaria a bula desse medicamento. Sabe-se que o referido remédio ainda não tem comprovação de eficácia para o tratamento da covid-19. Barra Torres informou que ao saber do que se tratava o assunto, foi deselegante e terminou a reunião de imediato.

Segue sua fala na CPI: “Então, quando houve uma proposta de uma pessoa física fazer isso, isso me causou uma reação um pouco mais brusca. Eu disse: “Olha, isso não tem cabimento, isso não pode!”. E a reunião, inclusive, nem durou muito mais depois disso”. Esse foi um dos pontos elucidados que Barra Torres trouxe para a CPI; outro ponto trazido à luz foi o debate da Vacina SPUTNIK V. Ficou claro que a Anvisa precisa de todas as documentações para a liberação do uso que não foi feito, impossibilitando a aprovação da vacina, até o momento. Dessa forma honesta e sincera Antônio Barra Torres, Presidente da Anvisa, fechou sua participação sendo elogiado e aplaudido por todos os Senadores.

O dia do depoimento de Fabio Wajngarten (12/05) foi tumultuado, com ameaça de prisão e insultos, além de vários confrontos nos bastidores. Tudo à luz do dia, com as mentiras proferidas por Fabio Wajngarten em seu depoimento chegando a ser arrogante com Renan Calheiros. Quando questionado sobre frases do presidente Jair Bolsonaro contra as vacinas. Wajngarten respondeu: “Pergunte para ele!”, mas depois pediu perdão, demonstrando assombro pela reação dos Senadores. Foi assim em todo o depoimento, e a cada mentira contada, os senadores desmentiam de imediato.

O que ficou obscuro foi a negociação com a vacina Pfizer. Pelo visto será esclarecido com a chegada de outros depoentes. Outro sem entendimento foi sua entrevista à revista “Veja”, no qual classificou de incompetente boa parte do Ministério da Saúde. Uma parte da entrevista com Wajngarten foi divulgada pela Senadora Leila, tornando sua participação na CPI pavorosa.

Mas, o pior estava por vir, com a chegada do senador Flavio Bolsonaro. O caldo entornou parecendo briga de rua e Flavio fez questão de chamar Calheiros de vagabundo e logo foi retrucado. Pelo visto o senador Flávio só entrou para falar na CPI e mostrar a Wajngarten que ele não estava sozinho, a família Bolsonaro estava ao seu lado. Não sei qual a serventia desse momento, mas ficou claro a defesa do Senador carioca ao seu “protegido”. 

O dia seguinte foi mais ameno. O presidente da Pfizer na América Latina só confirmou o que todos já sabiam. Demorou mais de dois meses para que o Governo Bolsonaro negociasse a compra das vacinas. O Presidente da Pfizer informou que em janeiro deste ano, a Pfizer havia confirmado que o governo brasileiro rejeitara propostas feitas pela empresa em agosto de 2020, oferecendo a venda de um total de 70 milhões de doses que seriam entregues até o final deste ano, sendo uma parcela inicial desse montante ainda em dezembro de 2020. Quando a recusa se tornou pública, o presidente Jair Bolsonaro e seu então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello fizeram críticas aos termos contratuais oferecidos pela empresa. Com esse depoimento o Senado começa a montar um grande quebra cabeça e o povo brasileiro, enfim, pode analisar o caso sozinho, deixando de ser um “inocente útil” nas mãos de um governo mergulhado em seus próprios erros.  Esse mundo é pequeno e formado por pessoas hipócritas. O que vale para uma pessoa, não cabe à outra.

No dia 14/05/21, o ministro Ricardo Lewandowski do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu o habeas corpus preventivo, pedido pela Advocacia-Geral da União (AGU), para que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, não responda às perguntas dos senadores da CPI que possam eventualmente incriminá-lo. Isso significa que o depoimento mais esperado não acontecerá como gostaríamos, dessa foram o Brasil não saberá a verdade absoluta dos fatos pertinentes na gestão de Pazuello.

Linkezine continua acompanhando a CPI da Covid 19 e trará novas, e espero, boas notícias.      

Sobre Josué Júnior (480 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Designer, é proprietário do site de conteúdo Linkezine , @linkezine . Dentro do site abaixo é possivel ver um pouco da atuação da Arte Foto Designer no mercado : https://www.omnistore.net.br/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: