O Centro Cultural Banco do Brasil traz ao Rio de Janeiro a exposição do pintor italiano Giorgio Morandi

O artista tinha particular interesse pelas pinceladas de Paul Cézanne, André Derain, Douanier Rousseau….

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Mostra reúne 57 obras, entre pinturas, fotos, colagem e instalação. Trinta e quatro trabalhos são de Giorgio Morandi (1890-1964) e 23 de artistas que tem uma correlação com seu trabalho. Esse é um reencontro de Morandi com o Brasil, mais de 60 anos após o pintor receber o Grande Prêmio de pintura na IV Bienal de São Paulo em 1957.

O Legado de Morandi será apresentada de 15 de dezembro de 2021 a 21 de fevereiro de 2022, no primeiro andar do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, trazendo obras de um dos mais destacados artistas do século 20. A exposição é patrocinada pela BB DTVM.

Com uma investigação profunda da cor e da luz permeando sutilezas, Giorgio Morandi se dedicou intensamente na pintura de naturezas-mortas, especialmente de conjuntos de garrafas. Seu estilo ficou marcado por uma obra que reflete sobre o tempo e as relações produzidas pelo olhar. Esse universo é representado na exposição, que tem curadoria de Gianfranco Maraniello e Alberto Salvadori, e reúne obras que vieram diretamente do Museo Morandi, localizado na cidade de Bolonha, na Itália.

“O percurso expositivo apresenta uma variedade de obras diversas – entre pinturas, aquarelas, desenhos e gravuras – que formam uma métrica composta por contínuas referências formais e variações tonais, e trazem à luz os temas examinados por Morandi desde os primórdios até a maturidade: naturezas mortas, flores e paisagens, os temas privilegiados da sua contínua pesquisa de novas modalidades representativas e objetos de uma indagação extremamente atual sobre a linguagem pictórica e gráfica e sobre as infinitas relações possíveis entre volumes, espaço, luz e cor”, ressalta o curador Gianfranco Maraniello.

O artista tinha particular interesse pelas pinceladas de Paul Cézanne, André Derain, Douanier Rousseau, Pablo Picasso e Georges Braque, além de mestres da tradição italiana como Giotto di Bondone, Masaccio, Paolo Uccello e Piero della Francesca. A sua pintura foca numa gama bastante reduzida de temas, como as vistas do povoado de Grizzana ou as célebres naturezas-mortas de garrafas e potes. Nas obras, é possível ver as sutis mudanças na luz da tarde, a poeira que se deposita nos objetos, a passagem do tempo que se faz visível na própria matéria das garrafas que reaparecem uma e outra vez, quadro após quadro, ano após ano.

Essa exposição proporciona um reencontro de Morandi com o Brasil, pois o artista recebeu o Prêmio de pintura na IV Bienal de São Paulo em 1957. “É uma oportunidade para prolongar o tempo e o olhar sobre a sua obra, para além do contato excepcional de 1957. Uma tentativa de oferecer novas possibilidades de adquirir familiaridade com as séries pictóricas e retraçar os motivos da sua “ordem”, graças ao extraordinário volume de patrimônio e de iniciativas que qualificam o Museu dedicado ao artista por sua cidade natal”, comenta Maraniello.

No CCBB, uma reprodução fotográfica em grande formato de Luigi Ghirri levará o público a ter a sensação de estar no ateliê do próprio Morandi. Também está disponível ao público a instalação interativa Morandi Coletivo, um aplicativo que permite ao usuário montar suas próprias composições a partir da escolha de alguns dos elementos que Morandi usava de forma recorrente em suas obras. A composição é livre e coletiva – os visitantes editam em tempo real figura e fundo.

Dentre inúmeras combinações possíveis, há quatro obras escondidas que podem ser montadas pelo público, revelando a obra original. Cada elemento também possui uma frase sonora associada e as quatro obras escondidas na instalação representam cada um dos quatro compassos e acordes da música. A exposição também exibe o documentário La polvere di Morandi (A poeira de Morandi), 2010, 59 min, dirigida por Mario Chemello.

Além das obras de Morandi, o público ainda pode conferir na mostra obras de outros artistas que se inspiraram no seu trabalho, como Josef AlbersWayne ThiebaudFranco VimercatiLuigi GhirriRachel Whiteread e Lawrence Carroll.

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De acordo com Maraniello, todos foram impactados pelo trabalho do pintor italiano e mostram a capacidade de atingir várias gerações. “Autonomia e a irredutibilidade do percurso de Morandi constituem a exemplaridade de uma resiliência que desarticula os paradigmas da vanguarda e das neovanguardas, apresentando-se nos contextos interpretativos da China, do Japão, da Coreia do Sul que, em anos recentes, têm acolhido com grande entusiasmo exposições promovidas em colaboração com o Museu Morandi”, finaliza.

Serviço: Ideias – O Legado de Morandi

Período: 15 de dezembro de 2021 a 21 de fevereiro de 2022

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro

Endereço: R. Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h.

*retirada de ingresso no app ou site eventim.com.br ou na bilheteria do CCBB.

Telefone: (21) 3808.2020

Classificação Indicativa: Livre

Entrada gratuita

bb.com.br/cultura

Redes Sociais: Facebook: facebook.com/ccbb.rj | Instagram:@ccbbrj

Palestra com o professor e pesquisador Victor Murari: dia 15 de dezembro, às 18h.

Gratuito, com retirada de ingresso na bilheteria do CCBB RJ.

Sobre Josué Júnior (657 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

4 comentários em O Centro Cultural Banco do Brasil traz ao Rio de Janeiro a exposição do pintor italiano Giorgio Morandi

  1. What a wonderful exhibit. I hope you get to go there and enjoy it.

  2. I really like the first painting, there is something captivating about them. Makes you want to stop and really look. Also, your description helps me appreciate the paintings more. Thank you for sharing.

  3. Beautiful artwork for exhibition and written very good article! Well shared 🎉😊👍

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