Moïse Mugenyi Kabagambe

Para um refugiado que saiu de seu país em guerra, o que ele pretendia era sobreviver…

@linkezine

                              

Esse é o nome de um homem negro, assassinado a pauladas num quiosque, na praia da Barra. Ele e a família saíram de sua terra natal, fugidos da guerra, em busca de paz. Escolheram o Brasil, mais precisamente a cidade do Rio de Janeiro como abrigo e refúgio, local seguro para viver e se desenvolver. Infelizmente, seus sonhos foram interrompidos por um pesadelo. Na noite do dia 24 de janeiro, três homens o espancaram até à morte.

Foram 8 dias de total desalento, de 24 de janeiro a 1 de fevereiro, mas depois que o caso veio a público, tudo mudou rapidamente. Os três culpados foram identificados e presos. O Brasil tomou ciência da existência do, até então, anônimo Moïse. O caso, desde então, vem se desenrolando com o apoio do procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Rodrigo Mondego:

“A gente sabe que quem está dando paulada em alguém que está desacordado, não está revidando uma injusta agressão, nem tentando garantir uma legítima defesa. É nítido que houve sim, uma intenção de matar. É fato que houve um dolo.”, disse Rodrigo Mondego.  

Foram 30 pauladas recebidas por Moïse, sem reagir. O proprietário do quiosque Tropicália, local do crime, se declarou inocente à polícia. Com esse depoimento surgiu a dúvida para qual quiosque Moïse trabalhara, o Tropicália ou o Biruta, que era o quiosque ao lado? Muitas questões estão sendo esclarecidas, até mesmo as tentativas de manchar a imagem de Moïse. Rodrigo Mondego alerta, em entrevista, que essa é uma prática comum, realizada por advogados de defesa.

Dentro dessa tragédia precisamos pensar em algumas questões e a primeira é quantos refugiados chegaram em solo brasileiro?

Esses são os números retirada do site:

http://www.caritas-rj.org.br/

É um número alto e independentemente da cor ou raça, chegam ao Brasil para iniciar uma vida nova com suas famílias; a outra questão que devemos analisar, é: Quais são as condições de trabalho oferecidas para estes emigrantes e/ou refugiados de guerra? Flávia Arpini, psicóloga mestranda em Psicosociologia pela UFRJ,responsável pela capacitação no mercado de trabalho ministrada pela Caritas aos imigrantes refugiados, gestora da Spin Consultoria, responsável pelo projeto Um novo começo.

responde:

Instagram : @spinconsultoria

Intagram : @novocomeco.espinconsultoria

Vídeo:

São questões que precisam de respostas. Se o Brasil aceita refugiados é preciso tratá-los bem ao chegar aqui, para trabalhar e iniciar uma nova vida.

Moïse era um homem jovem, negro, que trabalhava por diárias, tentando conseguir alcançar um horizonte melhor. Para um refugiado que saiu de seu país em guerra, o que ele pretendia era sobreviver. Ele almejava dias melhores, mas infelizmente, atravessou o seu caminho uma situação delicada, com pessoas más intencionadas, que decidiram acabar com o seu sonho de ser um homem próspero, na terra que escolheu para viver.

O Senador Paulo Paim do (PT/RS), em entrevista para radio senado fez esse questionamento:

https://www12.senado.leg.br/radio/1/conexao-senado/2022/02

Que a família consiga a justiça merecida e que essa tragédia não caia no esquecimento.

 Por dias melhores com paz, inclusão e compreensão!  

Sobre Josué Júnior (639 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

5 comentários em Moïse Mugenyi Kabagambe

  1. Onde vamos chegar????

  2. Nice

  3. Thank you for a very sensitive and empathetic post. It’s a worldwide situation and it’s so good to read that Brazil is looking at it, supportively.

  4. Thanks for visiting my blog. I understand some of yours. Cheers. Muriel

  5. It is so sad that people hate anyone that looks different, acts different, or talks different.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: