Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro 2

Foto: Josué Junior/ Linkezine

Os debates na Câmara de Vereadores com relação ao Plano Diretor avançaram pelo mês de abril, tendo a presidência do vereador Rafael Aluísio (Cidadania). Um dos temas debatidos que mereceu atenção dos vereadores foi a questão da mobilidade no município do Rio. Essa questão é antiga e ainda renderá muitas conversas. Dos queixumes da população carioca está o mau funcionamento das Barcas S/A, um modal essência para interligar cidades de forma rápida e eficiente. A vereadora Tania Bastos (Republicanos), moradora da Ilha do Governador, fez uma ressalva da falta que faz o bom atendimento das barcas, para os moradores da Ilha do Governador e de Niterói. A mesma lembrança da vereadora ressuscitou, também, no vereador Tarciso (PSOL), a lembrança do catamarã Jumbo Cat, da falida Transtur. Esse catamarã realizava a travessia Rio – Niterói, em 6 minutos. Hoje seria considerada uma proeza, caso alguma embarcação realizasse tamanha façanha. A falta de investimento neste modal é a principal razão dessa situação. Vejamos no gráfico a realidade dos contribuintes cariocas:

Hoje, temos 8 estações com uma média alta para o tempo de partida ou chegada, várias queixas e poucas soluções.

Um desafio para o novo plano diretor sobre a questão da mobilidade, que praticamente todos os vereadores comungam da mesma opinião, é relacionado ao sistema BRT. O projeto precisa ser modificado ou cancelado, dando espaço a outra forma de sistema rodoviário que nasça proporcionando um maior conforto aos cariocas. Não é fácil resolver este problema chamado BRT, um sistema ruim que transporta, de forma precária, centenas de trabalhadores, diariamente aos seus trabalhos, assim como no regresso a seus lares. É líquido e certo que será uma tarefa espinhosa para resolver.

Outra tarefa difícil está no nosso sistema ferroviário. É um caos, com os seus atrasos devido aos furtos de cabo de energia, somados a falta de investimento e problemas de segurança dentro e fora das estações. Falar do sistema ferroviário carioca representa um capítulo à parte para ressaltar o descaso com a mobilidade dos cariocas.

Em audiência pública, no mês de março, Chico Alencar (PSOL) fez tais considerações.

Em relação a ocupação urbana, o projeto Plano diretor pretende fatiar o município em zoneamentos, abordando coeficientes de aproveitamento, usos permitidos em cada região (residencial, comercial, industrial) um tema extenso que aglutina várias informações geradoras de debates.

No final de maio, o plano diretor terá outros embates. Eles começarão as audiências públicas territoriais para discutir o novo Plano. Esses debates, conforme explicação do vereador Rafael Aloisio Freitas, presidente da Comissão Especial do Plano Diretor na Câmara Municipal, serão realizados em cada uma das Áreas de Planejamento (APs), nas quais a cidade está hoje dividida – Guaratiba, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Ilha do Governador, Pavuna, Penha, Inhaúma, Madureira, Méier, Ramos, Tijuca, Zona Sul e Centro.

“Vamos levar a Câmara para junto do cidadão, isso é de fundamental importância para as discussões da legislação que vai definir o Rio que queremos nos próximos dez anos”, afirma Rafael Aloisio Freitas (Cidadania).  

O Presidente da comissão especial vem conduzindo os trabalhos com muito cuidado e de forma séria para levar ao cidadão carioca um pouco de conforto e bem estar. Daqui iremos seguindo acompanhado os trabalhos da Câmara da Cidade do Rio de Janeiro.   

Sobre Josué Júnior (686 artigos)
Josué Júnior, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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