A roupa que não cabe em Zema
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, começou seu segundo mandato chamando muita atenção por causa de suas ações dentro da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A Deputada Estadual, Andréia de Jesus do (PT/MG), submeteu um ofício ao Tribunal de Contas do Estado, com o objetivo de denunciar o Governador Romeu Zema pela atitude de liberar recursos para suas bases eleitorais, antes mesmo dos novos deputados assumirem seus cargos. Essa ação só deveria ser realizada depois da posse e de forma igualitária para que nenhum parlamentar, inclusive os que não fazem parte de sua base de governo, receba o montante dividido de forma desigual, evitando prejuízos.
Pelo visto, Zema começou a colocar suas manguinhas de fora. Sua primeira aparição como um ilustre desconhecido foi em 2018, onde tomou carona nos atos antipetistas. Nesse primeiro momento, Zema optou por ser apenas um espectador de luxo no âmbito nacional. Cuidou muito mais dos assuntos de Minas Gerais, evitando, quase sempre, assuntos de cunho nacional e assim não divergir do bolsonarismo. Sabe-se que ele recebeu um estado em condições difíceis, além das tragédias ocorridas com mineradoras.
Seu primeiro mandato veio com alguns escândalos, os quais se destacam a CPI Fura Fila e o bônus da Copasa para o primeiro escalão da empresa. Além desses dois grandes escândalos citados, existem outros de menor repercussão, mas a Assembleia mantem vigilância em todos. Zema, nesse segundo mandato, começa a visualizar o cenário nacional e pretende mirar o Planalto Central, iniciando sua escalada eleitoral rumo a 2026. Sua primeira declaração maldosa foi em relação aos ataques terroristas do dia 08/01/23, golpeando o PT e o governo Lula. Seu pronunciamento não trazia a famosa timidez mineira “Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital do governo federal, que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse de vítima. É uma suposição. Mas, as investigações vão dizer se foi isso”.
O Ministro Flávio Dino repudiou essa declaração afirmando que “Me espanta que o governador Zema tente vestir a roupa de Bolsonaro. Não cabe nele. Minas Gerais é terra de Tiradentes, de Tancredo Neves, é a terra da Democracia, então não é possível que um governador de modo vil, se alinhe à extrema direita para proteger terrorista.”, declaração de Flávio Dino.
Pelo visto, Zema mudou de postura e veremos, a partir de agora, um político ao invés de um empresário. A deputada Andreia de Jesus, em uma atitude corretíssima, submeteu um ofício ao Tribunal de Contas para averiguar a conduta do governador de Minas Gerais, dando assim o tom de como será seu mandato. Pelo visto, a parlamentar não deixará que Zema faça de Minas Gerais um celeiro para que os bolsonaristas possam pousar, conforme citado por Flavio Dino “Minas Gerais é terra de Tiradentes e agora será da Democracia”.
Seguiremos daqui acompanhando os passos do novo mandato de Romeu Zema.

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