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Aquecendo o forno de Claudio Castro

Infelizmente, o Estado do Rio de Janeiro vem sofrendo com seus governadores. A cada eleição fica a pergunta: Será que o candidato eleito chegará ao final do seu mandato? Até agora, a resposta a essa pergunta é “Não!”

Segue a lista dos governadores que não conseguiram terminar sua administração estadual:

Anthony Garotinho 1999/2002

Rosinha Garotinho   2003/2007

Sérgio Cabral Filho    2007/2011

Sergio Cabral Filho    2011/2014

Luiz Fernando Pezão 2015/2018

Esta lista não inclui o ex-governador Moreira Franco. Ele administrou o Estado em 1987 e foi preso na operação lava jato, em 2019. Já Wilson Witzel recebeu o impeachment em 2021 e segue sendo investigado. Seu vice, Claudio Castro, substituiu Witzel após o impeachment, vencendo Eduardo Paes nas últimas eleições. Desde então, vem governando o Estado e enfrentando grandes dificuldades. Seu partido, o PL, o mesmo de Valdemar da Costa e Bolsonaro, não o tem auxiliado muito. Algumas faíscas internas vêm desgastando Claudio Castro e um dos problemas que ele tem enfrentado está na pasta da secretaria pública.

A insegurança que vem tomando o Estado já rendeu uma narrativa onde o próprio reconhece que o crime organizado está inserido no serviço público estadual. Em seu discurso, ele se comprometeu a combater com energia, o crime organizado instaurado no germe da máquina pública. Pelo visto, sua energia foi canalizada para o seu irmão de criação, Vinícius Sarciá Rocha, que está sob investigação da Polícia Federal.

Essa investigação iniciou em abril, a pedido da PGR. Na quarta-feira, dia 20/12/23, a Polícia Federal deflagrou a “Operação Sétimo Mandamento” fazendo alusão ao sétimo mandamento bíblico (não roubarás). Provavelmente, o irmão do governador Claudio Castro não é religioso. São várias acusações que recai sobre Vinícius Sarciá Rocha, entre elas: organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro em nota oficial.

O governo Claudio Castro se manteve distante do irmão de criação e reforçou sua idoneidade, mesmo assim, o STJ quebrou os sigilos telemático, fiscal e bancário. É uma investigação extensa que vem sendo realizada desde 2017, quando o governador era um simples vereador, sem chance para atingir o posto máximo de uma administração estadual. Quem lembra da mochila de Castro?  E da Fundação Leão XIII? Essa foi a primeira investigação aqui mencionada.   

Na época, a operação Catarata, realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, apontou um esquema que causou um prejuízo de cerca de R$ 32 milhões aos cofres públicos. O processo criminal estava na 26ª Vara Criminal da Justiça do Rio, mas foi encaminhado ao STJ depois que um dos réus fechou acordo de delação premiada, fazendo acusações contra o governador Cláudio Castro.

O delator é o empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva. Ele contou ao MPRJ que ajudou a financiar a campanha de Castro a vereador, em 2016, e depois virou assessor dele na Câmara Municipal do Rio. Caso as investigações avancem, Castro poderá ter grandes problemas em 2024 e, o Estado poderá ter em seu histórico mais uma fatalidade a se lamentar. Essa é a sina do cidadão Fluminense.   

Sobre josuejr54 (4579 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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