Entrevista com o Senador Plínio Valério
O Senador Plínio Valério foi eleito com os votos de 834.809 amazonenses, e hoje ele é o Ouvidor-Geral do Senado Federal e presidente do PSDB no Amazonas. Jornalista de formação, vem atuando no Senado Federal pelo partido PSDB- Amazonas. Linkezine conversou com o senador para falar um pouco sobre a segurança pública e seus novos enfrentamentos.
Com vocês o Senador Plínio Valério!
Em cada estado da federação, os problemas são quase todos parecidos, porém o dependente químico virou um problema de saúde pública nacional, e uma discussão de grande relevância. Para o Senador, as leis existentes são satisfatórias para resolver esse grande problema ou a legislação brasileira precisa de uma reformulação, para se adequar aos novos tempos com os novos problemas?
Senador: Não digo uma reformulação, mas adequação sim. Novos tempos e metodologia de enfrentamento igual.
Ainda falando de dependentes químicos. João Doria, quando era prefeito, tentou sem sucesso acabar com a Cracolândia no centro de São Paulo, tentou e não conseguiu. Hoje o Prefeito do Rio, Eduardo Paes, volta a tocar no mesmo assunto: a internação compulsória. Para o senhor, qual seria a lei que poderia dar uma diretriz a esse problema?
Senador: Internação compulsória como quiseram fazer mostrou que não funciona. No caso da Cracolândia e de outros problemas dessa natureza, faltou antecipação ao problema, com demora do Estado para agir e poucas ou nem todas as secretarias envolvidas. Só retirar da rua e internar não resolve.
Em quase todos os estados, os policiais começam a usar câmeras em suas fardas, mas em alguns estados, os policiais acham o uso das câmeras um grande problema. Fora do Brasil o uso dessa tecnologia vem auxiliando no combate ao crime. Para o Senador essa questão pode ser ultrapassada com o tempo, ou o Brasil ainda não está amadurecido para receber essa tecnologia?
Senador: A tecnologia pode ajudar muito, mas o que está sendo usado serve apenas para provar a atitude do drogado e do policial, para intimidar ou evitar, no caso de violência. Não vejo como uma questão de amadurecimento, mas de tato e entendimento de que o caso do drogado não é só de polícia, mas de saúde e social.
O estado do Rio de Janeiro começou a usar câmeras de reconhecimento facial. Essa tecnologia foi usada no Reveillon de 2023 na praia de Copacabana. Tiveram algumas polêmicas e acertos no uso. Para o senhor, o que podemos esperar da Justiça com essa nova ferramenta para combater o crime?
Senador: Vai depender do Juiz. Se for daqueles “politicamente correto”, o policial e o Estado estarão errados. Ou seja, o Judiciário também tem que ser envolvido nesses tipos de operações.

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