Com quantos generais se faz um golpe?
Na tarde desta sexta-feira, 01/03/24, o general Marco Antônio Freire Gomes foi ouvido como testemunha na Polícia Federal. O objetivo era esclarecer alguns pontos de uma reunião onde o ex-general Braga Neto o chamou de “cagão”. Hoje, o mesmo Braga Neto, em conversas reservadas com amigos de farda se declarou arrependido por agir no impulso, uma demonstração clara de que a raiva vencerá o homem.
Freire Gomes, em seu testemunho, informou aos interlocutores sua pretensão em responder todos questionamentos apresentados, sem encobrir nenhum fato. Depois disso veremos quem será o “cagão”. Freire, ao se insurgir contra uma reunião aparentemente antidemocrática, fez o papel de um verdadeiro patriota que foi não aderir à ideia de tentativa de golpe. Nos passos desse enredo, que a polícia Federal seguirá suas investigações.
O General Estevam Theophilo Gaspar, no depoimento da semana passada, confirmou que se reuniu com Bolsonaro, em nove de dezembro. Esse encontro fora pautado no objetivo de usar, a pedido do então comandante Freire Gomes, a Unidade do Comando de Operações Terrestres. Essa unidade, comandada por Teophilo, era chamada de “kids pretos” e cabia ao grupo garantir a concretização do golpe. Neste caso, o depoimento de Freire é fundamental para fornecer luz aos fatos.
Existem duas correntes: uma de bolsonarista que incrimina Freire e a outra de membros do exército que afirmam que Freire não serviria de ponte para uma reunião golpista. O depoimento desta sexta dará mais um passo para os esclarecimentos de fatos ainda obscuros.
Braga Neto, Heleno, Teophilo, Paulo Sergio Nogueira, Mario Fernandes e Almirante Almir Garnier são os generais que já depuseram. E fica uma pergunta pertinente: Com quantos generais se faz um golpe? Deixo essa resposta para vocês.

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