Chiquinho Brazão e seus amigos em Brasília.
Com a aproximação das eleições municipais muitos acordos entre candidatos começam a ser realizados Brasil afora. Existem muitos currais eleitorais que passam de geração em geração e, às vezes, políticos que pareciam esquecidos voltam com um potencial maior para disputar cargos eletivos, tudo sem provocar alarde. Um típico caso desses foi o de Aécio Neves no escândalo da JBS.

Na época, escutas e vídeos divulgados pela imprensa descortinaram um presidenciável, até então intocável, com cara de bom menino. Uma das consequências desse escândalo foi a prisão de sua irmã Andreia Neves, e a família Neves viu Tancredo remexer em seu túmulo de tanta vergonha.

Aécio preferiu o recomeço como deputado federal, cargo que está constituído até os dias de hoje. Seu processo encontra-se arquivado e tudo que foi investigado não resultou em nada. Aécio é um exemplo de como é a política no Brasil. Ao visitar seus currais eleitorais, ele fortaleceu seu vínculo, renovou seus votos e alimentou a esperança dos seus eleitores que validaram sua aprovação como deputado federal.
O mineiro Aécio se relaciona bem com ricos fazendeiros, numa região onde a palavra de um deles vale muito entre os trabalhadores e moradores próximos a suas terras, um excelente cenário para manter eleitores. Quem tem olhar de lupa consegue perceber essa imagem do curral eleitoral de Aécio Neves, em outros políticos como, por exemplo, Chiquinho Brazão e sua família. O domínio da família Brazão vai além dos muros da Zona Oeste do Rio de Janeiro, seus domínios chegam a Brasília, mais precisamente ao congresso Nacional.
Uma guerra foi travada, na noite de quarta-feira, para a sua soltura. Existiram muito lobby de pessoas que hoje não frequentam mais o congresso. Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro estão entre os fortes nomes do lobby. Alexandre Ramagem pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro votou a favor da soltura, revelando o poder dos currais eleitorais.


Neste momento fica a pergunta, como uma pessoa presa e apontada como mandante do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, pode ainda ser tão valorizada? A resposta é simples: Essa é a política brasileira! Não é novidade para ninguém que as pessoas que dominam determinadas regiões se tornam peças-chave para o tabuleiro da política, manipulando quem teima em ser eleitor útil. Quando alguém com influência numa região sugere ao morador votar em um certo candidato, ele está sendo o caminho para o político chegar ao poder, sendo que, quem ajudou esse candidato nunca terá acesso a esse político, mas quem realizou a campanha garante os benefícios.
Nesses currais eleitorais, a força e o medo prevalecem e muitos eleitores, por acreditarem que podem ser rechaçados, fazem valer a vontade de pessoas como a família Brazão. O TRE vem tentando informar e coibir essa prática terrível que atinge em cheio nossa democracia. Os eleitores precisam acabar com esse ciclo para que novos políticos surjam e a democracia ganhe novo fôlego, longe de pessoas como a família Brazão.

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