Rio de Janeiro em Guerra.
Não é novidade para ninguém que a Cidade Maravilhosa já não é maravilhosa há um tempo. O Estado, na totalidade, vem sofrendo um desgaste com a segurança pública Fluminense. Na manhã do dia 26/04/24, 350 policiais realizaram uma grande operação para prender chefes de facções criminosas. Nessa mesma operação ocorreu um vazamento de informações antes da sua deflagração.
O governador Cláudio Castro, em entrevista coletiva, deixou um lamento por existir policiais que trabalham para os dois lados: o da lei e o do crime. Essa é uma realidade recorrente em todos os governos. A política pública de segurança Fluminense há muito tempo não tem um líder à frente para desenvolver um projeto sincero capaz de mudar esse cenário. O único projeto com potencial positivo era o da Unidade Pacificadora, as famosas “UPPs”, mas o resultado não foi o esperado. Essas unidades ainda estão ativas, mas já não atingem nem um terço das conquistas do passado.
Hoje, o policial na base de uma UPP pode ser alvo de um ataque de criminosos a qualquer momento, basta querer ser herói. Atualmente, as “UPPs” se atém a poucas intervenções, não fazem mais ronda na comunidade, muito menos detém indivíduos que possam levantar suspeita. Com isso, o caminho está aberto para a entrada de criminosos provenientes de outros estados.
A ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, é uma proposta idealizada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), em 2019, para reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro. Sobre esta proposta, o ministro Edson Fachin deferiu algumas ressalvas, dentre elas está:
“Também foi estabelecido que o uso da força letal por agentes do Estado só deve ocorrer após esgotados dos demais meios e em situações necessárias para a proteção da vida ou a prevenção de dano sério, decorrente de ameaça concreta e iminente.”
Com isso, as forças estaduais tiveram o entendimento de replanejar suas ações excluindo alguns agentes que poderiam trazer um fator surpresa para as operações. O combate ao crime sem o fator surpresa, com alguns agentes de segurança pública trabalhando para os dois lados, somado a decisão do ministro Edson Fachin, que mora em Brasília, as operações para coibir as práticas criminosas em solo Fluminense ficaram com pouco efeito real. Esses fatores serviram para que o maior grupo criminoso do Estado se fortalecesse, adquirissem mais armas e reforços de criminosos vindo de outros Estados brasileiros.
O Rio de Janeiro vive hoje, um momento nunca antes visto, comunidades dominadas por organizações criminosas estão cada vez mais bem armadas; o terror está por todos os lados; índices de criminalidade sobem vertiginosamente. O que se tem é um Estado sem rumo que só piora a cada eleição.
Hoje, o Estado do Rio de Janeiro não tem política de segurança pública para o cidadão de bem, o que temos é um estado de terror para quem ainda teima em viver nesta cidade que um dia foi maravilhosa.

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