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Grandes Avanços na Luta Contra a Malária

Nos últimos anos, foram feitos grandes avanços nas ferramentas para antecipar e combater a malária, uma das doenças mais antigas do mundo. No entanto, a ameaça está em constante evolução, e os cientistas afirmam que não podem desistir. A malária, causada por parasitas unicelulares, é transmitida aos humanos por meio de picadas de mosquitos Anopheles infectados. Uma vez na corrente sanguínea, os parasitas viajam para o fígado, onde amadurecem e se reproduzem. Os sintomas incluem febre, cansaço, vômitos e dores de cabeça. Em casos graves, a malária pode causar icterícia, convulsões, coma ou morte.

Impacto Global

A maioria das vidas perdidas para a malária são de crianças menores de cinco anos. A Unicef estima que uma criança morre quase a cada minuto de malária na África Subsaariana. Em 2021, houve 619.000 mortes por malária no mundo todo, comparado com 625.000 em 2020. Segundo o Relatório de Malária de 2022 da OMS, a contagem global de casos atingiu 247 milhões em 2021, um aumento em relação aos 245 milhões em 2020 e 232 milhões em 2019. A Nigéria é responsável por quase um terço de todas as mortes por malária no mundo.

Testemunhos e Realidades Locais

Abass Sanni, da equipe de Assuntos Científicos de Saúde Global da GSK, sofreu repetidos surtos de malária na infância, crescendo em uma área rural da Nigéria. Ele se lembra das longas filas para ver o médico, das injeções dolorosas e das crianças chorando. “A malária era tão comum que não era preciso descrever como era para ninguém”, diz ele. A doença afeta não apenas a saúde, mas também a educação e a economia das famílias, exacerbando a desigualdade.

Resistência e Mudanças Climáticas

Os cientistas enfrentam desafios enormes para acompanhar a ameaça crescente da malária. Os parasitas da malária mudam constantemente sua superfície, evitando que o sistema imunológico monte uma resposta eficaz. Além disso, a mudança climática está aumentando os riscos, com temperaturas mais altas expandindo o alcance dos mosquitos. A malária e outras doenças transmitidas por mosquitos estão emergindo em regiões anteriormente não afetadas e ressurgindo em áreas onde haviam diminuído por décadas.

Novas Esperanças e Ferramentas

A boa notícia é que vacinas, medicamentos de última geração e outras ferramentas estão avançando. Nas últimas duas décadas, estima-se que 10,6 milhões de vidas foram salvas pelo uso mais amplo de mosquiteiros tratados com inseticida, quimioprevenção e terapias combinadas baseadas em artemisinina (ACTs). A primeira vacina para malária, conhecida como RTS,S, foi desenvolvida pela GSK e seus parceiros e já foi administrada a quase 1,5 milhão de crianças no Malawi, Quênia e Gana. Uma segunda vacina, conhecida como R21, está sendo aguardada com expectativa.

Inovações e Descobertas

A GSK está buscando novos medicamentos para malária, visando identificar tratamentos com baixa propensão à resistência. Uma bactéria natural descoberta por cientistas da GSK, Delftia tsuruhatensis Tres Cantos 1 (TC1), mostrou potencial para inibir a transmissão do parasita aos humanos. Além disso, novas combinações de inseticidas, testes de diagnóstico e mais vacinas estão entre as prioridades.

Avanços na pesquisa estão alimentando o otimismo de que as nações mais atingidas poderão reduzir drasticamente o fardo da malária. No entanto, os cientistas precisarão continuar a inovar para se antecipar à doença. “Não estamos lidando com um inimigo estático”, diz Dyann Wirth, da Universidade de Harvard. “É importante reconhecer que temos que ficar por dentro disso.”

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