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Polícia Civil do Rio Conclui Investigação sobre a Morte de Empresário Envenenado com Brigadeirão

Polícia Civil do Rio Conclui Investigação sobre a Morte de Empresário Envenenado com Brigadeirão

Rio de Janeiro, 12 de julho de 2024 — A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu a investigação sobre a morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, encontrado morto em seu apartamento no Engenho Novo, Zona Norte da cidade, no dia 20 de maio. Seis pessoas foram indiciadas pelo crime, incluindo a namorada de Ormond, Júlia Andrade Cathermol Pimenta.

Indiciamentos e Crimes

Júlia Andrade Cathermol Pimenta foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe com uso de veneno e traição ou emboscada. Além disso, ela responderá por:

  • Apropriação dos bens de Ormond
  • Venda das armas do empresário
  • Estelionato
  • Associação criminosa
  • Fraude processual
  • Falsidade ideológica
  • Uso de documento falso

A cigana Suyany Breschak, considerada mentora do assassinato, responderá pelos mesmos crimes, exceto o uso de documentação falsa.

Outras quatro pessoas também foram indiciadas:

  • Leandro Jean Rodrigues Cantanhede: Receptação, venda de armas, associação criminosa e fraude processual.
  • Victor Ernesto de Souza Chaffin: Receptação criminosa, venda de armas, associação criminosa e fraude processual.
  • Geovani Tavares Gonçalves: Compra das armas de Ormond.
  • Michael Graça Soares: Compra das armas de Ormond.

Defesas dos Acusados

A TV Globo entrou em contato com as defesas de Leandro, Victor, Suyany e Júlia. O advogado Felipe Holanda, representante de Victor Ernesto, e a advogada Sabrina Glauce, da defesa de Leandro Jean, informaram que só se manifestarão após acesso ao relatório final.

A defesa de Suyany, por meio do advogado Etevaldo Tedeschi, afirmou que o relatório final da polícia comprovou que Suyany não arquitetou o crime, mas foi denunciada por “concorrer com a prática criminal”. Ele acredita que a inocência de sua cliente será provada no decorrer do processo.

Os advogados de Júlia estão analisando o relatório da Polícia Civil e prometem se posicionar em uma coletiva na próxima terça-feira.

Relembre o Caso

O caso teve início em 20 de maio, quando o corpo de Luiz Marcelo Ormond foi encontrado em avançado estado de decomposição em seu apartamento no Engenho Novo. A suspeita é que ele tenha morrido no dia 17 de maio, após consumir um brigadeirão oferecido por Júlia. A necrópsia revelou um líquido achocolatado no estômago de Ormond, contendo morfina e o ansiolítico Clonazepam.

As câmeras de segurança do prédio registraram Ormond descendo à piscina às 17h04 com o prato de brigadeirão e retornando ao apartamento às 17h47, tossindo e desatento. Júlia foi ouvida na 25ª DP no dia 22 de maio, onde demonstrou “extrema frieza”, segundo o delegado Marcos Buss.

Após o depoimento, Júlia foi para a casa de outro namorado, Jean Cavalcante de Azevedo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, onde permaneceu até o dia 27 de maio. Posteriormente, foi levada por seus pais para Maricá, preocupados com seu estado mental.

Suyany foi presa antes de Júlia, que ficou foragida por alguns dias até se entregar após negociação com a polícia.

O caso do empresário Luiz Marcelo Ormond revela uma trama complexa envolvendo traição, veneno e uma associação criminosa. A conclusão da investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e os indiciamentos mostram o empenho das autoridades em esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

Continuaremos acompanhando os desdobramentos deste caso e as manifestações das defesas dos acusados.

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