Militares à Disposição para Proteger Embaixadas na Venezuela, Diz Múcio
Prontidão das Forças Armadas
Militares brasileiros estão de prontidão para reforçar a segurança da embaixada do Brasil na Venezuela. A informação foi confirmada à CNN pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Segundo Múcio, “Estão à disposição do Itamaraty”. A possibilidade de envio das tropas surge em meio à escalada da tensão dos últimos dias, após o presidente Nicolás Maduro ser declarado reeleito, em uma eleição contestada pela oposição que alega fraude.
Condições para o Embarque
O embarque das tropas depende de uma avaliação de necessidade e de um pedido oficial do Itamaraty. Caso se decida pelo envio, será necessário solicitar autorização do governo venezuelano. Na quinta-feira (1), Múcio se reuniu com o chanceler Mauro Vieira para tratar do assunto.
Proteção a Outras Embaixadas
Além da embaixada do Brasil, as Forças Armadas brasileiras também podem atuar na proteção das embaixadas da Argentina e do Peru. Ambos os países solicitaram apoio brasileiro após Maduro determinar a expulsão do corpo diplomático de sete países da América Latina.
Situação na Fronteira
Outra preocupação é a fronteira do Brasil com a Venezuela. No entanto, Múcio afirmou nesta sexta-feira (2) que a situação está controlada e que não há necessidade de reforços militares adicionais. “Está controlada”, disse o ministro à CNN. “Desde o episódio de Essequibo, as fronteiras estão reforçadas”.
Avaliação do Governo Brasileiro
O governo brasileiro acredita que a instabilidade política na Venezuela deverá conter o ímpeto expansionista de Maduro, impedindo uma eventual ofensiva contra a Guiana. Segundo militares e diplomatas ouvidos pela CNN, Maduro deve focar nos próximos meses em lidar com a crise interna resultante da eleição questionada pela oposição e por outros países.
O Ministério da Defesa e o Itamaraty estão em constante avaliação da situação na Venezuela. A prontidão das Forças Armadas brasileiras reflete a seriedade com que o governo brasileiro encara a segurança de seus diplomatas e cidadãos no exterior, bem como a importância da estabilidade regional.

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