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Pessoas com Lúpus Devem Manter Atenção Redobrada à Saúde dos Rins

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), ou simplesmente Lúpus, é uma doença autoimune crônica que pode afetar diversos órgãos do corpo, incluindo os rins, levando ao desenvolvimento da Nefrite Lúpica. Segundo especialistas, o acompanhamento médico e a continuidade do tratamento são fundamentais para evitar danos graves e manter o controle adequado da doença.

Entenda o Lúpus e a Nefrite Lúpica

O Lúpus ocorre quando o sistema imunológico começa a atacar o próprio corpo, produzindo anticorpos e mediadores inflamatórios que podem causar lesões nos órgãos. A Nefrite Lúpica surge quando esses anticorpos afetam os rins, responsáveis pela filtragem do sangue e formação da urina. “A inflamação nos rins pode causar inchaço, aumento da pressão arterial, perda de proteína pela urina e, ao longo do tempo, insuficiência renal crônica”, explica o Dr. Edgard Reis, reumatologista e coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Estima-se que entre 40% a 50% das pessoas com LES desenvolvem Nefrite Lúpica. Portanto, é essencial um diagnóstico precoce e o acompanhamento constante por profissionais de saúde para evitar complicações graves.

Impactos e Sintomas da Nefrite Lúpica

Os rins são essenciais para a regulação da pressão arterial, equilíbrio químico e de líquidos no organismo. Quando comprometidos, os pacientes podem apresentar cansaço, falta de energia, redução do apetite, inchaço nos pés, tornozelos e ao redor dos olhos. “A Nefrite Lúpica pode ser silenciosa no início, sem sintomas significativos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce”, destaca o Dr. Gabriel Montezuma, nefrologista da Unifesp.

Diagnóstico e Tratamento

A Nefrite Lúpica é detectada por meio de exames laboratoriais, como os níveis de creatinina no sangue e a presença de proteína na urina. O tratamento geralmente envolve o uso de imunossupressores e corticoides para reduzir a inflamação. Em alguns casos, a terapia com imunobiológicos pode ser utilizada para prevenir o desenvolvimento da doença renal crônica terminal e reduzir o risco de óbito.

De acordo com Dr. Montezuma, cerca de 10% a 20% dos pacientes com Nefrite Lúpica não tratada podem necessitar de hemodiálise devido à falência completa da função renal.

A Importância do Acompanhamento e da Escuta Ativa

Os especialistas enfatizam que o tratamento do Lúpus deve ser centrado no paciente, com um enfoque na escuta ativa e no compartilhamento de decisões. “Muitas vezes, há uma diferença entre as preocupações dos médicos, como a perda de proteína na urina, e as dos pacientes, como o cansaço ou novas lesões de pele. É essencial ouvir mais o paciente e envolvê-lo no processo de tratamento”, ressalta Dr. Edgard Reis.

Conclusão

Pessoas com Lúpus devem estar atentas aos sinais de comprometimento renal e seguir rigorosamente o acompanhamento médico e o tratamento recomendado para evitar complicações mais graves. A conscientização sobre os sintomas, a importância do diagnóstico precoce e a personalização do tratamento são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com LES e Nefrite Lúpica.

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