Justiça Identifica Falsidade em Documento Divulgado por Pablo Marçal e Determina Exclusão de Acusações contra Boulos
A Justiça Eleitoral determinou que o candidato Pablo Marçal (PRTB) remova vídeos em que acusa Guilherme Boulos (PSOL) de uso de drogas, com base em um documento médico que apresenta indícios de falsificação. A decisão foi tomada após advogados de Boulos entrarem com uma representação, e os vídeos foram retirados das redes sociais Instagram, TikTok e YouTube.
O Caso
Na noite de sexta-feira (4), Marçal publicou em suas redes sociais um suposto laudo médico acusando Boulos de uso de drogas. O documento em questão foi assinado por um médico já falecido, José Roberto de Souza, e emitido pela clínica Mais Consulta, cujo proprietário, Luiz Teixeira da Silva Junior, é amigo de Marçal. Importante ressaltar que Luiz Teixeira já foi condenado anteriormente por falsificar diplomas médicos. Além disso, o documento contém erros nos dados de Boulos, como o RG incorreto e erros gramaticais, levantando suspeitas sobre sua autenticidade.
O juiz eleitoral Rodrigo Marzola Colombini considerou plausíveis as alegações de falsidade do documento e determinou a exclusão imediata dos vídeos de Marçal. Contudo, a Justiça não suspendeu os perfis completos do candidato, devido à fase inicial do processo.
Ação de Boulos e Desdobramentos Legais
Logo após a divulgação, Boulos anunciou que pedirá a prisão de Marçal e do dono da clínica, por falsificação de documentos. Em uma live, Boulos afirmou que a publicação de Marçal era uma tentativa de manipulação eleitoral, destacando que o CRM do médico usado no laudo estava inativo desde 2022, reforçando a tese de falsificação.
Em nota, a campanha de Boulos classificou o laudo como “falso e criminoso” e afirmou que Marçal responderá judicialmente em todas as instâncias — eleitoral, cível e criminal. Boulos destacou a gravidade da situação, afirmando que o caso reflete a tentativa de manipular o processo eleitoral e atacar sua reputação.
Reação de Outros Candidatos
A postura de Marçal gerou repúdio de outros candidatos à Prefeitura de São Paulo. O atual prefeito e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), criticou duramente a atitude, afirmando que a Justiça precisa agir rapidamente para impedir o uso de mentiras no processo eleitoral. Embora Nunes tenha mencionado divergências com Boulos, ele condenou a atitude de Marçal e chamou o ato de criminoso.
O caso envolvendo Pablo Marçal e Guilherme Boulos levanta preocupações sobre a disseminação de desinformação no período eleitoral, ameaçando a integridade do processo democrático. A Justiça já interviu, mas o impacto dessas ações nas eleições ainda é incerto. O episódio reflete a crescente polarização e o uso de estratégias agressivas para desestabilizar o pleito.

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