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Ressonância Magnética: Riscos, Efeitos Colaterais e Contraindicações

A ressonância magnética (RM) é um exame de imagem cada vez mais comum, utilizado para diagnósticos detalhados de várias condições médicas. A tecnologia, baseada em grandes ímãs que geram um campo magnético, permite criar imagens precisas de órgãos, tecidos e estruturas internas do corpo sem a utilização de radiação ionizante, como acontece na tomografia. No entanto, a recente morte do empresário Fábio Mocci Rodrigues Jardim, de 42 anos, durante uma RM na cabeça em uma clínica em Santos, SP, levantou dúvidas sobre a segurança do procedimento. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o exame, segundo relatos da viúva, Sabrina Altenburg Penna.

Neste artigo, exploraremos os possíveis riscos, efeitos colaterais e contraindicações da ressonância magnética para esclarecer as precauções e cuidados necessários ao realizar esse exame.


Como Funciona a Ressonância Magnética

A RM utiliza ondas eletromagnéticas, com um grande campo magnético gerado por ímãs potentes, para criar imagens internas do corpo. Esse processo permite um detalhamento superior, especialmente útil para diagnosticar lesões e condições neurológicas e cardiovasculares.

Segundo Douglas Racy, chefe de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a RM é uma ferramenta essencial para a medicina moderna, mas deve ser realizada com atenção a certas restrições e orientações específicas.


Riscos Associados à Ressonância Magnética

Embora considerada segura, a RM pode oferecer riscos caso certas precauções não sejam respeitadas. O clínico geral Marcelo Bechara afirma que o maior perigo ocorre devido à presença de dispositivos metálicos no corpo, que podem interferir no campo magnético gerado pelo exame.

Dispositivos e situações que podem oferecer riscos incluem:

  • Marcapassos e outros dispositivos eletrônicos: Estes podem ser desregulados ou até danificados pelo campo magnético.
  • Clipes de aneurismas intracranianos: Alguns modelos podem ser incompatíveis com a ressonância.
  • Implantes cocleares e outros dispositivos metálicos: Estes podem ser afetados pelo campo magnético e precisam ser avaliados previamente.

Esses riscos fazem com que a avaliação do histórico médico e o uso de equipamentos compatíveis sejam essenciais para a segurança do paciente.


Contraindicações da Ressonância Magnética

Alguns pacientes têm contraindicações específicas para a realização do exame, sendo as principais:

  1. Insuficiência renal: Especialmente relevante para aqueles que necessitam de contraste, já que a eliminação da substância pode ser comprometida.
  2. Alergia ao gadolínio: O gadolínio é um agente paramagnético utilizado no contraste para a RM; casos de alergia são raros, mas podem ocorrer.
  3. Presença de dispositivos metálicos incompatíveis: Inclui marcapassos, implantes cocleares e clipes de aneurismas não certificados.
  4. Gravidez no primeiro trimestre: Embora não haja comprovações de danos, o exame é evitado nesse período por precaução.
  5. Claustrofobia severa sem sedação: O exame é realizado em um ambiente fechado e pode causar desconforto extremo para quem sofre de claustrofobia.

Douglas Racy e Marcelo Bechara recomendam que pacientes com essas condições conversem com seus médicos para avaliar outras opções de diagnóstico ou medidas para viabilizar o exame com segurança.


Efeitos Colaterais Possíveis

Apesar de ser um exame não invasivo e geralmente seguro, a RM pode provocar alguns efeitos colaterais, dependendo da condição do paciente e do uso de contraste. Os efeitos colaterais mais comuns incluem:

  • Desconforto e ansiedade em ambientes fechados: Para pacientes com claustrofobia, a sensação de confinamento pode ser intensa.
  • Reações alérgicas leves ao contraste: Raramente, o uso de contraste com gadolínio pode desencadear reações alérgicas leves.
  • Fibrose sistêmica no rim: Uma condição rara e mais provável em pacientes com comprometimento renal grave que recebem contraste.

Os especialistas apontam que, apesar desses possíveis efeitos, as reações graves são extremamente raras, e a maioria dos exames é realizada sem qualquer intercorrência.


Considerações Finais

A ressonância magnética é uma ferramenta poderosa e geralmente segura para diagnósticos médicos detalhados, mas é essencial que sejam observadas precauções quanto ao uso de dispositivos metálicos e à condição de saúde do paciente. A recente fatalidade em Santos reforça a importância do rigor no preparo e na análise do histórico de cada paciente antes do procedimento.

Pacientes que tenham dúvidas ou receios devem sempre discutir com seus médicos, que poderão recomendar alternativas ou formas de minimizar os riscos. A segurança na ressonância magnética depende de protocolos bem estabelecidos e da atenção aos detalhes, garantindo que o exame continue a ser um aliado confiável no diagnóstico e acompanhamento de diversas condições médicas.

1 comentário em Ressonância Magnética: Riscos, Efeitos Colaterais e Contraindicações

  1. Juracy Bittencourt // 07/06/2025 às 8:24 pm // Responder

    Bom conteúdo 👍

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