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Mart’nália Revive Pagode dos Anos 90 com Suingue e Irreverência no Álbum Pagode da Mart’nália

Mart’nália, sempre autêntica e fiel às suas opiniões, mergulha no pagode romântico dos anos 1990 em seu novo álbum, Pagode da Mart’nália. Lançado na noite de 13 de novembro, o disco é uma celebração da década que marcou o samba pop, embora a artista tenha suas reservas em relação ao estilo. Apesar de hesitante quanto à ideia inicialmente proposta por sua empresária, Márcia Alvarez, Mart’nália topou o desafio e regravou 12 pagodes que dominaram as paradas entre 1992 e 2003.

Com a participação especial de nomes como Luísa Sonza e Martinho da Vila, a sambista dá um toque pessoal ao gênero, mas o resultado oscila entre faixas cheias de ginga e o sentimentalismo romântico que a intérprete admite não encarar com a mesma emoção.

Dos Altos e Baixos do Repertório ao Destaque de Parcerias Especiais

O álbum, dirigido por Márcia Alvarez e Marcus Preto e produzido pelo pianista Luiz Otávio, traz o charme da percussão aliada ao toque de teclados e guitarras que caracterizam o pagode 90. Mart’nália se destaca com interpretações cheias de molejo, como em Clínica Geral, sucesso do grupo Molejo, onde a cantora imprime uma leveza que é a sua marca.

Em outra faixa memorável, Cheia de Manias, clássico do Raça Negra, Mart’nália divide os vocais com Luísa Sonza, que se adapta bem ao pagode e traz um frescor à faixa. A parceria é uma das apostas comerciais do disco, e a produção azeitada, com músicos como Dadi Carvalho (guitarra) e Jamil Joanes (baixo), contribui para um som que mescla suingue e sofisticação.

Outro ponto alto é o dueto com Martinho da Vila, seu pai e mestre, em O Teu Chamego, sucesso do Grupo Raça. A sintonia entre pai e filha transforma o pagode em um samba caloroso, que parece ter sido feito para Martinho. Já a colaboração com Caetano Veloso em Domingo, embora bem produzida, ficou aquém das expectativas, faltando um pouco do viço característico de ambos os artistas.

Entre o Molejo e o Chororô Romântico

Mart’nália mostra que sua força está no ritmo e na leveza, mas nos pagodes mais românticos, como Sem o Teu Calor e Derê, falta a emoção exigida pelas letras sofridas. A artista adiciona um fraseado soul em Que Se Chama Amor, do Só Pra Contrariar, mas seu canto descontraído não se alinha à intensidade dos versos sentimentais.

Ainda assim, Mart’nália se destaca ao final com uma interpretação delicada de Essa Tal Liberdade, onde sua voz se harmoniza ao piano de Luiz Otávio, mostrando que o pagode pode ser apreciado em sua essência melódica.

Pagode com Ginga e Personalidade

Pagode da Mart’nália é uma homenagem leve e descontraída ao pagode dos anos 1990. Embora não tenha a ambição artística de seus trabalhos anteriores, o álbum traz Mart’nália explorando novas facetas e encantando com sua personalidade irreverente. Em um mercado onde a nostalgia pelo pagode dos anos 90 cresce, a artista prova que tem o molejo certo para reinterpretar esses clássicos, mantendo-se fiel ao seu estilo único e autêntico.

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