Rock in Rio 2024: Ecad Distribui R$ 13 Milhões em Direitos Autorais
O Rock in Rio 2024, realizado em setembro no Parque Olímpico, movimentou não apenas o público e os artistas, mas também a economia criativa ligada à música. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) anunciou a distribuição de R$ 13 milhões em direitos autorais para mais de 3 mil compositores que tiveram suas músicas executadas durante o evento.
Destaques da Distribuição
- Músicas Tocadas: Ao todo, 3.051 músicas foram executadas nos diferentes palcos do festival.
- Mais Tocada: “Tá Ok”, de Kevin O Chris e Dennis DJ, foi a música mais repetida no evento.
A superintendente do Ecad, Isabel Amorim, destacou a importância de eventos como o Rock in Rio, que está adimplente com direitos autorais há 40 anos. “Se todos os organizadores de shows e festivais e responsáveis por espaços que tocam música adotassem esse compromisso de valorizar a classe musical, não teríamos uma inadimplência tão alta em tantos segmentos como temos no país”, afirmou.
Convocação à Indústria
Isabel Amorim também convocou patrocinadores e organizadores de eventos a exigirem a regularidade no pagamento de direitos autorais antes de apoiarem iniciativas culturais. “Não é aceitável atualmente que empresas de renome patrocinem um evento que não pague o compositor. Convocamos os envolvidos na indústria de entretenimento no país a se unirem ao Ecad e à gestão coletiva em prol do respeito ao direito autoral.”
As Músicas Mais Tocadas
Confira as faixas que dominaram o Rock in Rio 2024:
- “Tá Ok” – Kevin O Chris e Dennis DJ
- “Vai no Cavalinho” – Mr. Sammy / Big Big
- “Mas Que Nada” – Jorge Ben Jor
- “Mont. Tira a Camisa” – M.C. Cabo
- “My Neck, My Back” – Edward E. Meriwheter / Khia / Taz
- “Rap do Silva” – Bob Rum
Exemplo para o Setor
O compromisso do Rock in Rio com a regularização dos direitos autorais é um exemplo a ser seguido. A valorização da classe artística é essencial para o fortalecimento da indústria musical e do entretenimento no Brasil, garantindo que compositores sejam devidamente remunerados por seu trabalho.
O Ecad reforça que a arrecadação e distribuição justa de direitos autorais é um pilar para o desenvolvimento cultural e econômico do país, e iniciativas como essa mostram que o respeito ao direito autoral é possível e necessário.


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