CCJ da Câmara Pauta Proibição de Celulares nas Escolas para Próxima Semana
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados irá discutir na próxima semana o projeto de lei que limita o uso de celulares em salas de aula. A proposta, que tramita em caráter terminativo, foi incluída na pauta pela presidente da comissão, deputada Caroline de Toni (PL-SC). Caso seja aprovada, seguirá diretamente para o Senado, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.
Detalhes do Projeto
Relatado pelo deputado Renan Ferreirinha (PSD-RJ), o texto prevê a proibição do uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula para todos os estudantes, com exceções para atividades pedagógicas autorizadas pelos professores. O relator ajustou o texto original, removendo a proibição de porte de aparelhos pelos alunos e incluindo regras mais claras para situações em que o uso será permitido.
Além disso, o projeto define que caberá aos funcionários das escolas fiscalizar possíveis usos indevidos, reforçando o papel das instituições na aplicação da medida.
Lei Já Sancionada em São Paulo
Enquanto o debate avança no âmbito federal, o estado de São Paulo deu um passo adiante. Nesta sexta-feira (6), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou a lei que proíbe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos em instituições de ensino básico da rede pública e privada. A proibição abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio.
Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o uso de aparelhos será restringido não apenas em sala de aula, mas também em outras áreas da escola, como durante intervalos.
Justificativa e Contexto
A restrição ao uso de celulares em escolas é um tema amplamente debatido, com defensores argumentando que a medida contribui para melhorar a concentração dos estudantes e reduzir distrações durante as aulas. Por outro lado, críticos apontam para a necessidade de adaptar a educação ao mundo digital e ao uso consciente da tecnologia.
Se aprovado pela CCJ e pelo Senado, o projeto federal poderá alinhar a regulamentação em todo o Brasil, oferecendo um padrão nacional para as escolas públicas e privadas. A discussão sobre a medida promete continuar a gerar debates tanto no parlamento quanto na sociedade.


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