Rússia Reduz Presença Militar na Síria, Mas Mantém Bases em Tartus e Hmeimim
A Rússia está retirando parte de suas forças militares de posições estratégicas na Síria, como as montanhas alauitas e linhas de frente no norte do país, mas mantém sua presença nas duas bases militares principais na costa mediterrânea: a base aérea de Hmeimim, em Latakia, e a base naval de Tartus.
Essa movimentação ocorre em meio a conversações entre Moscou e o governo interino em Damasco sobre o futuro das bases russas, essenciais para a estratégia militar e geopolítica do Kremlin no Oriente Médio.
Retirada Parcial de Tropas e Equipamentos
De acordo com fontes militares e de segurança sírias, a Rússia começou a retirar equipamentos pesados e parte de seus oficiais superiores. Imagens de satélite recentes mostraram atividades intensas na base aérea de Hmeimim, incluindo pelo menos dois aviões de carga Antonov An-124, conhecidos por sua capacidade de transporte, aparentemente prontos para carregar.
No sábado, um desses aviões decolou rumo à Líbia, segundo um oficial sírio destacado próximo à base. Essa movimentação sugere que parte do equipamento militar russo está sendo redistribuído para outras áreas estratégicas.
Apesar da redução de tropas e equipamentos, fontes locais afirmam que Moscou não pretende abandonar as bases de Tartus e Hmeimim no curto prazo.
Bases Russas: Pilares Estratégicos
A base naval de Tartus, estabelecida em 1971, é a única instalação de reabastecimento e reparos da Marinha Russa no Mediterrâneo. Em 2017, Moscou garantiu um contrato de arrendamento gratuito por 49 anos, reforçando sua presença na região. Além de sua importância logística, Tartus e Hmeimim são pontos de apoio para operações militares e mercenárias na África.
Imagens de satélite capturadas em 9 de dezembro mostram três embarcações da frota russa do Mediterrâneo – duas fragatas de mísseis guiados e um petroleiro – atracadas a cerca de 13 km a noroeste de Tartus.
Já em Hmeimim, soldados russos foram vistos em plena atividade, enquanto aviões permanecem nos hangares da base.
Relação Histórica e Impactos da Guerra
A aliança entre a Rússia e a Síria remonta a 1944, quando Moscou apoiou a independência síria. Durante a Guerra Fria, o país árabe foi considerado um satélite da União Soviética. Essa parceria foi essencial para Bashar al-Assad, e antes para seu pai, Hafez al-Assad, para garantir a manutenção do poder.
Contudo, com o enfraquecimento do governo Assad e a instabilidade política em Damasco, o futuro das bases russas enfrenta novos desafios.
Negociações com o Governo Interino
Fontes próximas à nova administração interina síria confirmaram que Moscou abriu canais de comunicação com forças rebeldes que operam nas proximidades das bases russas. Um alto funcionário rebelde destacou que a presença militar russa será tema de discussões futuras e que “o povo sírio terá a última palavra”.
O Kremlin, por sua vez, confirmou estar em negociações com os novos líderes sírios sobre o status das bases.
Significado Geopolítico
A manutenção das bases em Tartus e Hmeimim é vital para a estratégia russa no Mediterrâneo e além. Além de apoiar operações no Oriente Médio, essas instalações fornecem uma plataforma para projeção de poder na África e na Europa, garantindo à Rússia um importante papel no cenário internacional.
A movimentação russa na Síria, embora represente uma redução na presença militar direta, sinaliza um ajuste estratégico para preservar suas conquistas e influências na região.
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