Jovem baleada por agentes da PRF tem piora clínica e volta a respirar por aparelhos
Juliana Leite Rangel, jovem de 24 anos baleada na cabeça por policiais rodoviários federais na véspera do Natal, apresentou uma piora em seu quadro clínico. Internada no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Juliana voltou a respirar por aparelhos devido à piora de seu estado geral.
De acordo com a direção do hospital, a jovem também passou a apresentar febre novamente, consequência de um novo quadro infeccioso. Devido à necessidade de sedação, o tratamento fisioterápico foi temporariamente suspenso.
O caso
O incidente aconteceu no dia 24 de dezembro, quando Juliana foi atingida por um tiro de fuzil na cabeça enquanto viajava de carro com sua família pela Rodovia Washington Luís. O grupo estava a caminho de Niterói para passar o Natal com parentes.
Os agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos admitiram que dispararam contra o veículo da família após ouvirem tiros na região e acreditarem que os disparos vinham do carro.
Investigações em andamento
Nesta terça-feira (7), uma reconstituição do caso foi realizada na BR-040, onde ocorreu o incidente. A ação contou com o uso de tecnologia como scanners e drones e teve duração de cerca de duas horas. A reprodução dos fatos foi conduzida por agentes da Polícia Federal e da PRF, que buscam esclarecer as circunstâncias do disparo.
A Polícia Rodoviária Federal afastou preventivamente os agentes envolvidos no caso, enquanto a Corregedoria-Geral, em Brasília, determinou a abertura de um procedimento interno para apuração. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal também estão investigando o ocorrido.
Repercussão e busca por justiça
O caso gerou grande repercussão e mobilizou debates sobre abordagens policiais e o uso excessivo da força. A família de Juliana segue pedindo por justiça, enquanto a jovem luta pela vida em meio a um quadro clínico considerado gravíssimo desde o dia do incidente.
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