Exposição “Òná Ìrín: Caminho de Ferro” de Nádia Taquary no MUNCAB
O MUNCAB (Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira), em Salvador, recebe a exposição individual da artista baiana Nádia Taquary, intitulada “Òná Ìrín: Caminho de Ferro”, uma mostra que celebra a resiliência, o feminino sagrado e a riqueza da ancestralidade africana. A exposição estará aberta ao público até 23 de março de 2025, oferecendo uma experiência artística, cultural e espiritual imersiva.
O Significado de Òná Ìrín
No idioma iorubá, Òná Ìrín significa “caminho de ferro”, remetendo à trajetória de povos africanos trazidos às Américas e à força espiritual que os sustentou. A exposição utiliza o trânsito ferroviário como metáfora para abordar movimentos históricos, culturais e espirituais, explorando encruzilhadas e a poética dos caminhos abertos, conceitos ligados aos orixás Exu e Ogum.
Legado e Representação Feminina
A mostra rende homenagens ao poder feminino africano representado pelas Ìyàmi Aje, figuras místicas conectadas às orixás como Iemanjá e Oxum, destacando o papel das mulheres nas sociedades africanas pré-coloniais e na diáspora.
Um dos destaques da exposição são as joalherias afro-brasileiras, conhecidas como “joias de crioulas”. Os balangandãs, adornos robustos feitos de metal, eram usados por mulheres negras no Brasil colonial, especialmente na Bahia. Esses acessórios são símbolos de poder, espiritualidade e identidade cultural, conectando o passado ao presente.
Arquitetura e Experiência Expositiva
Desenhada por Gisele de Paula, a arquitetura expositiva utiliza trilhos ferroviários como instalações para representar o movimento, as lutas e a resiliência do povo negro.
- Elementos marcantes:
- Esculturas de mulheres aladas e sereias, evocando a força das orixás como Iemanjá.
- Tons escuros e metálicos, simbolizando a riqueza cultural africana e a ligação espiritual com o ferro.
- Espelhos, que multiplicam imagens, criando uma experiência caleidoscópica e imersiva para os visitantes.
Palavras da Artista
Para Nádia Taquary, a exposição é uma celebração das raízes africanas e um diálogo espiritual. “Sacralizar o ferro e invocar símbolos como Ogum e as Ìyàmi Aje é destacar a complexidade da ancestralidade africana e sua relevância no presente”, afirma a artista.
Visitação
- Data: 30 de novembro de 2024 a 23 de março de 2025
- Horário: Terça a domingo, das 10h às 17h
- Local: Rua das Vassouras, 25, Centro Histórico de Salvador, Bahia
- Informações: museuafrobrasileiro.com.br
A exposição “Òná Ìrín: Caminho de Ferro” é uma oportunidade única de mergulhar na riqueza cultural afro-brasileira e explorar a conexão profunda entre arte, história e espiritualidade. Não perca!
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