Metrô do Rio pode ter tarifa reajustada para R$ 7,90 em abril, mantendo o título de mais caro do Brasil
O metrô do Rio de Janeiro, que já possui a tarifa mais cara do país, atualmente em R$ 7,50, pode sofrer um novo aumento em abril de 2025. Com a divulgação do IPCA acumulado de 2024 pelo IBGE na última sexta-feira (10), a tarifa está prevista para ser reajustada em 4,83%, conforme estipulado no contrato de concessão. Se aprovado pela Agência Reguladora de Transportes Públicos (Agetransp) e pela Câmara de Política Econômica, o valor chegará a R$ 7,90.
Impacto na população e falta de subsídios
O aumento acende preocupações entre usuários e especialistas, especialmente pela ausência de um subsídio universal para equilibrar o custo do transporte. Atualmente, o único benefício tarifário existente é a tarifa social, que reduz o valor da passagem para R$ 5 para pessoas de baixa renda.
O secretário estadual de Transportes defendeu a necessidade de transparência nos custos do sistema de transporte:
“Não dá muito para falar em subsídio se a gente não tem os dados reais. Hoje quem transporta é quem afere. Então, como vou explicar para a sociedade fluminense que eu vou pegar um valor x do imposto dele e colocar no modal, se eu não sei se custa aquilo? É fundamental que tenhamos a bilhetagem para dizer ao cidadão: ‘Estamos pagando isso porque custa isso’”.
Desafios enfrentados pelo MetrôRio
A situação é ainda mais delicada para o sistema de transporte. Em ofício enviado ao governo estadual, a MetrôRio destacou o grave desequilíbrio financeiro causado pela diferença entre a tarifa metroviária e as tarifas subsidiadas dos modais municipais.
Segundo a concessionária:
- A diferença de custo, que era de 13% em 2019, saltou para 74% em 2024, devido ao subsídio universal oferecido pela prefeitura aos ônibus municipais.
- Nos últimos seis meses, a demanda metroviária caiu 10%, excluindo os usuários beneficiados pela tarifa social.
Perspectivas e preocupações
O aumento iminente para R$ 7,90 preocupa tanto os usuários quanto a MetrôRio, que enfrenta dificuldades financeiras e queda na demanda. Sem subsídios ou ajustes no modelo de financiamento, o transporte público do estado segue em uma trajetória insustentável, com custos elevados para os passageiros e riscos para a continuidade do serviço.
Reflexão sobre o transporte público
O caso do metrô do Rio reforça a importância de discussões sobre políticas de transporte público no Brasil, incluindo a transparência nos custos, modelos de subsídio e a necessidade de equilíbrio entre qualidade, acessibilidade e viabilidade financeira.
Acompanhe as atualizações sobre o reajuste tarifário e as medidas do governo estadual para o transporte público no Rio de Janeiro.
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