Caso Gritzbach: PM Acusado de Matar Delator do PCC é Preso em Operação da Corregedoria
A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (16) o policial militar acusado de executar Antônio Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), morto com 29 tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024.
A prisão faz parte da Operação Prodotes, que também cumpre outros 14 mandados de prisão e sete de busca e apreensão contra policiais suspeitos de ligação com o PCC. Entre os investigados estão agentes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), suspeitos de oferecer segurança e escolta a membros da facção criminosa.
Ligação com o PCC e o Assassinato de Gritzbach
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a investigação sobre a participação de policiais no crime começou em março de 2023, após denúncias de vazamento de informações sigilosas para o PCC. Ao longo de sete meses, um Inquérito Policial Militar (IPM) confirmou que militares da ativa, da reserva e ex-integrantes estavam favorecendo a facção, ajudando a evitar prisões e perdas financeiras.
Os policiais investigados teriam interesse na morte de Gritzbach, que se tornou delator após anos atuando como lavador de dinheiro do PCC. A delação premiada de Gritzbach em 2024 revelou esquemas de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo agentes públicos.
A Conexão com o Assassinato de “Cara Preta”
Antes de sua delação, Gritzbach ordenou a morte de Anselmo Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e de seu motorista, Antônio Corona Neto, em dezembro de 2021. A motivação seria uma disputa envolvendo R$ 40 milhões que “Cara Preta” havia confiado a Gritzbach para investimentos em criptomoedas, mas que resultaram em prejuízo.
O assassinato de “Cara Preta” intensificou a caçada ao empresário pela facção, que culminou em sua execução no Aeroporto de Guarulhos, quando ele retornava de uma viagem com a namorada.
Participação de Policiais Civis
O envolvimento de agentes públicos com o PCC também foi exposto em uma operação anterior. Em dezembro de 2024, o delegado Fábio Baena, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e quatro investigadores foram presos. Eles eram acusados de fornecer informações privilegiadas, receber propinas milionárias e auxiliar na lavagem de dinheiro da facção.
Execução de Gritzbach
No dia de sua morte, Gritzbach estava acompanhado por apenas um segurança – os outros dois membros de sua escolta não compareceram devido a problemas no veículo. Ele foi alvejado com 29 tiros de fuzil ao sair do Aeroporto de Guarulhos. Os policiais militares responsáveis pela segurança do empresário foram afastados, e seus celulares e veículos foram apreendidos durante a investigação.
Desdobramentos da Operação Prodotes
A Operação Prodotes busca não apenas punir os executores do crime, mas também desarticular a rede de apoio do PCC dentro das forças de segurança pública. A força-tarefa é conduzida pela Corregedoria da PM, com apoio do Ministério Público de São Paulo e da Secretaria de Segurança Pública.
As prisões representam um passo importante para enfrentar a corrupção e os laços entre facções criminosas e agentes públicos, além de garantir justiça no caso Gritzbach. O caso segue sob investigação, e novas revelações podem emergir nos próximos dias.
disponível para venda Hotmart:


Deixe uma resposta