InfoGripe Aponta Aumento de Casos de SRAG entre Idosos no Norte e Nordeste
O último Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (16/1), trouxe atualizações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante a segunda Semana Epidemiológica de 2025, referente ao período de 5 a 11 de janeiro. Apesar da queda geral nas tendências de longo e curto prazo, há preocupação com o aumento dos casos entre idosos, especialmente em estados do Nordeste e do Norte.
Cenário Regional e Faixas Etárias
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, há um crescimento significativo de casos de SRAG entre idosos em estados como Paraíba, Sergipe, Amazonas e Rondônia. No Ceará, embora o aumento entre idosos esteja mostrando sinais de reversão, ainda há alta incidência na população adulta. Em Alagoas e Roraima, o cenário oscila, mas requer atenção devido ao aumento de casos associados à Covid-19.
Em contraste, as regiões do Centro-Sul apresentam uma diminuição de casos, configurando um panorama mais tranquilo em comparação ao Norte e Nordeste.
Grupos Afetados e Agentes Causadores
- Crianças e Adolescentes (até 14 anos):
- Predominância do rinovírus como principal causador de SRAG.
- Idosos (acima de 65 anos):
- A Covid-19 continua como o maior responsável pelos casos e pela alta mortalidade nesse grupo, com reflexos também entre crianças pequenas.
Prevalência de Vírus e Taxa de Mortalidade
Nas últimas quatro semanas, os casos positivos de SRAG foram causados pelos seguintes vírus:
- Sars-CoV-2 (Covid-19): 49,1% dos casos positivos e 77,5% das mortes.
- Rinovírus: 21,1% dos casos, com taxa de mortalidade de 8,6%.
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 12%, com mortalidade de 1,4%.
- Influenza A e B: Representaram 8,1% e 4,5% dos casos positivos, com mortalidade de 5,9% e 4,1%, respectivamente.
Capitais em Alerta
Quatro capitais destacam-se pelo crescimento dos casos de SRAG:
- Boa Vista (RR)
- João Pessoa (PB)
- Rio Branco (AC)
- Porto Velho (RO)
Recomendações de Prevenção
Diante do aumento dos casos em algumas regiões, especialmente no Norte e Nordeste, a pesquisadora reforça:
- Uso de Máscaras: Em locais fechados e com grande aglomeração.
- Isolamento: Pessoas com sintomas de síndrome gripal devem evitar sair de casa.
- Postos de Saúde: Cuidados devem ser intensificados em unidades de atendimento, priorizando a proteção de populações vulneráveis.
O boletim enfatiza que, enquanto o cenário no Centro-Sul é mais estável, o Norte e Nordeste requerem vigilância constante para evitar maiores impactos da SRAG nas populações mais vulneráveis, sobretudo os idosos.
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