Postagem de Erika Hilton alcança 112 milhões de visualizações e gera ameaças de morte contra a deputada federal
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Polícia Federal neste domingo (19) após receber ameaças de morte em razão de um vídeo publicado em suas redes sociais. A postagem, em que Erika defende a fiscalização do Pix, já acumula 112 milhões de visualizações — 88 milhões no Instagram e 24 milhões no X (antigo Twitter).
O vídeo aborda a medida do governo Lula que previa o aumento do limite para fiscalização de transações via Pix, que foi revogada após repercussão negativa. Erika denunciou que a desinformação sobre o tema é alimentada por setores da extrema direita para atacar o governo e os trabalhadores brasileiros.
Ameaças graves e desinformação
De acordo com a assessoria da deputada, as ameaças começaram no X e ganharam intensidade ao longo da madrugada deste domingo. Entre as mensagens, havia incitações como “Projeto Ronnie Lessa 2.0 teria que entrar em ação” e menções à contratação de “pistoleiros” para seguir Erika.
Erika repudiou as ameaças, reafirmando sua disposição em combater a desinformação e responsabilizar os responsáveis pelos ataques. “A violência da extrema direita é conhecida por todos nós. Querem usar ameaças e intimidações para que eu recue. Não recuarei. Estou tomando as medidas cabíveis para responsabilizar quem comete crimes, mas, acima de tudo, vou seguir combatendo a desinformação e defendendo a democracia”, declarou.
Vídeo de Erika Hilton
No vídeo, Erika Hilton desmonta a fake news de que o governo Lula taxaria o Pix. Segundo ela, a medida revogada visava aumentar o limite para fiscalização de transações suspeitas de R$ 2 mil para R$ 5 mil, com o objetivo de coibir crimes financeiros, e não penalizar os trabalhadores.
Ela também lembrou que a ideia de taxar o Pix surgiu durante o governo Bolsonaro, sob a liderança do então ministro da Economia, Paulo Guedes. “O que o governo Lula propôs era algo que já existe, mas com o limite de R$ 5 mil. Hoje, a Receita Federal já fiscaliza movimentações a partir de R$ 2 mil. Não podemos cair na onda de mentiras e ataques,” afirmou a deputada.
Estão mentindo pra você.O Pix é só uma cortina de fumaça.Pt. 1 👇🏽
— ERIKA HILTON (@erikahilton.bsky.social) 2025-01-19T02:07:54.478Z
Erika Hilton: um símbolo de resistência e ascensão política
Erika Hilton se destacou como uma das principais figuras políticas do Brasil nos últimos anos. Eleita em 2020 como a mulher mais votada para vereadora no país e a primeira mulher trans/travesti a ingressar na Câmara Municipal de São Paulo, ela reafirmou sua força política em 2022, quando se tornou a primeira travesti eleita deputada federal, com mais de 250 mil votos no estado de São Paulo.
Atualmente, lidera a bancada do PSOL e Rede Sustentabilidade no Congresso, utilizando as redes sociais para defender pautas sociais e de interesse público. Apesar das ameaças, Erika Hilton segue como uma voz ativa contra a desinformação e em defesa dos direitos humanos.
Ação da Polícia Federal e desdobramentos
A deputada solicitou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para identificar os responsáveis pelas ameaças, reforçando a importância de responsabilizar criminalmente os envolvidos. As mensagens, segundo sua assessoria, refletem o aumento do ódio político e os desafios enfrentados por mulheres trans em espaços de poder no Brasil.
Erika Hilton reafirmou seu compromisso com a luta contra o preconceito e a desinformação: “A verdade, a democracia e os direitos dos trabalhadores sempre estarão no centro da nossa luta, mesmo diante das ameaças mais violentas.”
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