O Mundo Sob a Estratégia do Caos
O Mundo Sob a Estratégia do Caos
O mundo está sendo nocauteado pelo ritmo frenético que o presidente dos Estados Unidos impõe ao seu governo. Com menos de um mês no cargo, já parece que um ano inteiro se passou. A enxurrada de decretos assinados sem descanso dá o tom de uma administração que não mede esforços para consolidar seu projeto de poder. Enquanto a tinta da caneta se esgota, seu mentor, Steve Bannon, segue orientando os passos dessa estratégia, que já era anunciada há anos.
Em uma entrevista concedida à televisão americana em 2019, Bannon deixou clara a tática:
“O partido de oposição é a mídia. Eles são burros e preguiçosos e só conseguem focar em uma coisa de cada vez. O que precisamos fazer é inundar o terreno. Todo dia nós jogamos três coisas diferentes neles. Eles vão morder uma e a gente vai fazer as nossas coisas. Esses caras nunca vão conseguir se recuperar. Mas temos que começar com a mesma velocidade com que uma bala sai do cano de uma arma”.
É exatamente isso que vem acontecendo. Diariamente, o governo norte-americano lança uma avalanche de ações, discursos e decisões que desorientam a imprensa e a opinião pública. No entanto, a mídia mundial já percebeu essa estratégia e tem noticiado cada ato, recusando-se a cair na armadilha de focar em apenas um ponto por vez.
A raiz dessa tática não é nova. Desde o primeiro mandato de Trump, a extrema-direita tem seguido à risca o que prega um livro repulsivo, um romance ficcional que se tornou referência para os radicais: O Diário de Turner. Essa obra prega a supremacia branca e descreve um golpe de Estado nos Estados Unidos liderado por brancos, que atacam o governo, além de negros e judeus, vistos como inimigos da nação. Seu texto, sob a roupagem de um relato detalhado e sequencial, nada mais é do que um manifesto de ódio, que seduz mentes extremistas a acreditarem que o caos é o caminho para a transformação política.
O mais assustador é que Bannon e Trump parecem ter tirado essa ficção das páginas e a trazido para a realidade. Ao invés de uma guerra armada, escolheram o campo diplomático e estratégico para desestabilizar não só os Estados Unidos, mas o mundo. Suas ações têm consequências globais, e já começamos a sentir os efeitos dessa abordagem destrutiva.
A pergunta que fica é: até onde essa estratégia do caos irá nos levar? O mundo assiste a esse experimento perigoso, e não há dúvidas de que o desfecho pode ser catastrófico. Resta torcer para que aqui no Brasil possamos barrar qualquer tentativa de importar esse tipo de política corrosiva, que enfraquece a democracia e espalha a discórdia como método de governo.
O tempo dirá se o mundo resistirá a essa tempestade.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe uma resposta