Lula escolhe Padilha para comandar o Ministério da Saúde
Lula escolhe Padilha para comandar o Ministério da Saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu substituir a ministra da Saúde, Nísia Trindade, e escolheu Alexandre Padilha para assumir a pasta. A transição deve ocorrer até a próxima terça-feira (25). A decisão foi comunicada a aliados próximos, e reflete a insatisfação do presidente com a gestão de Nísia, marcada por crises sanitárias e pressões do centrão pelo controle do orçamento.
No Planalto, há uma avaliação de que a Saúde tem potencial para implementar políticas públicas de grande visibilidade, como o programa Mais Acesso a Especialistas, que busca reduzir filas e ampliar o acesso da população a exames e consultas especializadas.
Escolha e impactos políticos
Inicialmente, Lula manifestou preferência pelo ex-ministro Arthur Chioro. No entanto, por questões políticas e pela relação de Padilha com a equipe da pasta, a escolha recaiu sobre ele. A decisão também evita o deslocamento de Chioro da presidência da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, onde faz uma gestão bem avaliada.
Com a saída de Padilha da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), o governo precisará nomear um novo articulador político. O nome mais cotado para assumir o posto é o do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA). O senador, considerado conciliador e de bom trânsito entre os partidos, foi sondado para a função na semana passada.
Disputa por espaço na SRI
Embora Wagner seja um nome forte, há pressão para que um deputado assuma a SRI, dada a importância do posto na liberação de emendas parlamentares. Entre os cotados estão José Guimarães (PT-CE), atual líder do governo na Câmara, e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), nome defendido pelo centrão.
Guimarães tem a simpatia do PT e é próximo de importantes lideranças da Câmara, incluindo Arthur Lira. Por outro lado, o centrão reivindica mais espaço no Planalto e apoia a nomeação de Bulhões Jr., aliado de Hugo Motta e Davi Alcolumbre.
Outras mudanças e expectativas
A reforma ministerial pode incluir a nomeação de Gleisi Hoffmann (PR) para a Secretaria-Geral da Presidência. Se confirmada, a mudança marcará sua saída da presidência do PT, coincidindo com a festa de 45 anos do partido, que acontece neste fim de semana no Rio de Janeiro.
Lula ainda avalia a dimensão das mudanças que fará na Esplanada. Em declaração recente, afirmou que, assim como convidou quem quis para integrar o governo, também pode substituir os ministros conforme considerar necessário. Os aliados do presidente esperam que os primeiros anúncios sejam feitos durante as comemorações do aniversário do PT.
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