Deputado Propõe Projetos de Lei para Combater Roubos de Celulares e Fios em São Paulo
Deputado Propõe Projetos de Lei para Combater Roubos de Celulares e Fios em São Paulo
Proposta visa desarticular quadrilhas e reduzir crimes
O deputado estadual Leo Siqueira (Novo) protocolou dois projetos de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para combater os roubos de celulares e fios de cobre, um problema crescente que afeta milhões de paulistas. Inspirado na Lei dos Desmanches, que reduziu significativamente os roubos de carros, Siqueira quer aplicar a mesma lógica para inibir o mercado paralelo desses produtos.
📌 Principais medidas propostas:
- Selo de origem para celulares e cobre, garantindo rastreabilidade e dificultando a revenda de produtos roubados;
- Registro obrigatório para ferros-velhos e sucateiros, evitando que atuem sem regulamentação;
- Criação do Programa Estadual Celular Seguro, que oferecerá ferramentas para rastrear celulares e dificultar sua comercialização ilícita.
Impacto dos Roubos em São Paulo
Os números evidenciam a gravidade do problema. No último ano, foram roubados 163 mil celulares, mas apenas 35 mil foram recuperados. O roubo de fios de cobre causa prejuízos superiores a R$ 1 bilhão por ano, impactando diretamente transporte público, hospitais e serviços essenciais. Somente em 2023, o estado registrou um aumento de 40% nos furtos de cabos, totalizando 1,45 milhão de metros subtraídos.
Segundo Leo Siqueira, restringir o mercado desses produtos é a chave para desarticular as quadrilhas:
“O crime só acontece porque existe mercado para os produtos roubados. Se não houver para quem vender, o crime morre na origem”, afirmou o deputado.
Economia e Medidas Estruturais
Economista formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mestre pela Barcelona School of Economics e doutorando no Insper, Siqueira baseia suas propostas na lógica econômica do crime, elaborada pelo economista Gary Becker, vencedor do Prêmio Nobel de Economia:
“O criminoso faz a conta: se ele sabe que tem para quem vender, o risco vale a pena. Quando o mercado seca, o incentivo desaparece”, explicou o parlamentar.
A expectativa é que os projetos tramitem nas comissões da Alesp antes de seguirem para votação em plenário.
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