Mineração da Vale contamina todas as crianças do Povo Xikrin: MPF processa empresa por crise ambiental
Estudo revela: 100% das crianças e 98,5% dos indígenas testados têm substâncias tóxicas no corpo. A culpa? A mineração da Vale, segundo o MPF.
Ministério Público processa a empresa e cobra medidas urgentes! Mas e agora? O que será do povo Xikrin?
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Mineração da Vale contamina todas as crianças do Povo Xikrin: MPF processa empresa por crise ambiental
Um crime ambiental de proporções alarmantes assombra a Terra Indígena Xikrin do Cateté, no sudeste do Pará. Todas as crianças da etnia Xikrin foram diagnosticadas com níveis elevados de metais pesados no organismo, segundo um estudo da Universidade Federal do Pará (UFPA). A contaminação está ligada à operação da mineradora Vale na região, especificamente à mina de níquel Onça Puma, na Serra dos Carajás.
Diante desse cenário devastador, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra a Vale, a União e o governo do Pará, exigindo responsabilização e medidas urgentes para conter os danos.
Um povo inteiro intoxicado pela mineração
A pesquisa da UFPA analisou 720 indígenas, cerca de 40% da população Xikrin, e revelou que 98,5% deles apresentam altos níveis de metais pesados no corpo. O dado mais chocante vem das crianças: 100% das 121 examinadas estavam contaminadas com substâncias como níquel, cobalto e mercúrio – metais tóxicos associados a diversas doenças crônicas, malformações congênitas e distúrbios neurológicos.
O relatório destaca ainda que a intoxicação começa antes mesmo do nascimento, pois os metais passam da mãe para o bebê durante a gestação e a amamentação. Isso compromete a saúde da nova geração Xikrin desde os primeiros meses de vida, ampliando o impacto da tragédia ambiental.
A ligação da Vale com a contaminação
O MPF aponta que a responsabilidade da Vale é evidente devido à presença de cobalto – um metal usado na extração de níquel – em altos níveis nos exames dos indígenas. Segundo os procuradores, a chamada “assinatura química” do cobalto comprova que a origem da poluição é a atividade mineradora de Onça Puma, tornando a empresa diretamente responsável pelos danos ambientais.
“O rio Cateté morreu” – O clamor dos Xikrin
Para os Xikrin, os impactos da mineração devastaram não apenas sua saúde, mas também sua cultura e modo de vida. “O rio Cateté morreu. Antes, bebíamos água dali e pescávamos para nos alimentar. Hoje, não podemos mais confiar na água, nem nos peixes”, lamentou um líder indígena em entrevista à Repórter Brasil.
O rompimento da relação com o rio e a floresta representa uma violação profunda dos direitos dos povos originários, que veem seus territórios transformados em zonas tóxicas devido à extração mineral.
A resposta da Vale
A Vale nega que suas atividades sejam a causa da contaminação e alega que realiza monitoramento constante da qualidade da água nas áreas vizinhas. A empresa também sugere que o garimpo ilegal pode ser responsável pela poluição na região.
Porém, para o MPF e os especialistas, as evidências contra a mineradora são contundentes. O processo segue na Justiça, enquanto os Xikrin continuam lutando pela recuperação de seu território e por medidas que protejam as futuras gerações.
O que vem agora?
A contaminação dos indígenas Xikrin não é apenas um problema ambiental – é uma grave crise humanitária e sanitária. O caso exige:
✔ Investigação aprofundada e responsabilização da Vale
✔ Ações emergenciais para descontaminação e tratamento da população
✔ Medidas de proteção ambiental mais rígidas para territórios indígenas
O futuro dos Xikrin depende das decisões tomadas agora. Até quando povos indígenas precisarão lutar pelo direito básico de viver sem veneno no sangue?
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