Falta de Acolhimento no Metrô e Trem de SP: Mulheres Denunciam Descaso Após Importunação Sexual
Falta de Acolhimento no Metrô e Trem de SP: Mulheres Denunciam Descaso Após Importunação Sexual
Viajar de transporte público em São Paulo deveria ser seguro para todos, mas para muitas mulheres, a rotina é marcada pelo medo e pela violência. Em 2023, ao menos um caso de importunação sexual foi registrado a cada 14 horas nos trens e metrôs da capital paulista. Apesar da existência de espaços de acolhimento e campanhas de conscientização, muitas vítimas relatam falta de suporte adequado por parte dos seguranças e agentes das concessionárias.
Números Alarmantes e Medidas Insuficientes
A importunação sexual no transporte público é crime desde 2018, com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão. Em 2023, o número de ocorrências explodiu, com um aumento de 116% em relação ao ano anterior, totalizando 601 casos registrados. Diante disso, o Metrô de SP, a CPTM e as concessionárias privadas implementaram iniciativas como o Espaço Acolher e postos de atendimento especializado. No entanto, usuárias relatam que, na prática, o acolhimento falha, deixando muitas mulheres desamparadas após o trauma.
Depoimentos Reforçam a Falta de Apoio
Quatro passageiras contaram ao g1 que, além de sofrerem abuso dentro dos vagões e estações, enfrentaram dificuldades ao buscar ajuda. Em um dos casos, uma mulher foi importunada dentro de um trem da Linha 9-Esmeralda e, ao procurar os seguranças, foi orientada a fazer um registro online ao invés de receber apoio imediato.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que a orientação para o registro virtual visa “maior comodidade” da vítima, mas isso pode acabar afastando mulheres que precisam de suporte urgente. O metrô e a CPTM alegam promover treinamentos constantes para agentes de segurança, mas os relatos das usuárias mostram que essas medidas ainda estão longe de serem eficazes.
Empresas Defendem Suas Ações
As concessionárias ViaMobilidade e ViaQuatro afirmam que repudiam qualquer forma de violência e assédio, garantindo que seus agentes são treinados para acolher e encaminhar vítimas. Também destacam a existência de campanhas de conscientização e um pelotão feminino de segurança para orientar usuárias dentro dos trens.
A CPTM, por sua vez, apontou que em 2024 houve uma queda de 17% nos casos em relação ao ano anterior, com 89 ocorrências registradas. Ainda assim, para muitas passageiras, o medo persiste, e a confiança no suporte oferecido segue baixa.
O Que Falta para Melhorar?
Ainda que iniciativas existam, a diferença entre teoria e prática continua grande. A falta de treinamento eficaz para os seguranças e a burocracia para registrar ocorrências são entraves para que as mulheres sintam-se verdadeiramente protegidas. A pressão popular e a fiscalização dos serviços podem ser decisivas para que medidas concretas sejam tomadas e o transporte público se torne um ambiente mais seguro.
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Esse é o governo de SP – é uma mentira, só a elite paulista tem a capacidade de eleger um troglodita. Que só defende o privado em detrimento ao público. Que se linche o povo paulista. Amo esse Estado, acordem sociedade!!!!