Ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques busca cidadania espanhola em meio a acusações
Ex-chefe da PRF, Silvinei Vasques busca cidadania espanhola em meio a acusações
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no governo Bolsonaro, está em processo para obter a cidadania espanhola. A movimentação levanta suspeitas de que ele esteja planejando deixar o Brasil para evitar uma possível condenação judicial. Vasques foi visto no Consulado Honorário da Espanha, em Curitiba, no último dia 14, tratando do assunto.
Acusações e polêmicas
O ex-chefe da PRF é acusado de usar a estrutura da instituição para interferir nas eleições de 2022, supostamente dificultando o trânsito de eleitores em regiões onde Lula tinha vantagem sobre Bolsonaro. Relatórios indicam que, no fim de semana do pleito, 47% das abordagens da PRF aconteceram no Nordeste, foco estratégico para o ex-presidente petista.
Além disso, Vasques fez campanha aberta para Bolsonaro, chegando a pedir votos nas redes sociais. Em 2023, ele foi preso na Operação Constituição Cidadã e passou um ano detido no Complexo da Papuda, em Brasília, sendo solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes em agosto de 2024.
Tentativa de fuga?
Atualmente réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro por improbidade administrativa, Vasques pode enfrentar penas severas caso condenado. A obtenção da cidadania espanhola poderia lhe garantir refúgio na Europa, evitando sua prisão no Brasil.
Apesar das acusações, o ex-diretor da PRF segue influente no cenário político. Em janeiro de 2025, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José (SC), pelo prefeito bolsonarista Orvino Coelho de Ávila (PSD).
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