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Pobreza recua na Argentina e atinge 38,1% da população em 2024

A pobreza na Argentina caiu para 38,1% em 2024, impulsionada pelo ajuste econômico de Javier Milei. Com inflação controlada e economia estabilizando, o presidente encara novos desafios para 2025.

Pobreza recua na Argentina e atinge 38,1% da população em 2024

A taxa de pobreza na Argentina apresentou uma queda significativa no segundo semestre de 2024, atingindo 38,1% da população, o equivalente a 11,3 milhões de pessoas. O índice representa uma redução de 14,8 pontos percentuais em relação aos 52,9% registrados no primeiro semestre, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).

O resultado marca o primeiro ano de mandato do presidente Javier Milei com um índice de pobreza menor que o de 2023, que era de 41,7%. A queda também se reflete na taxa de indigência, que passou de 18,1% para 8,2%, uma redução de 9,9 pontos percentuais.

O impacto das medidas econômicas de Milei

A queda da pobreza está diretamente ligada às políticas implementadas por Milei, que promoveu um ajuste econômico drástico sob o chamado “Plano Motosserra”. Entre as principais medidas adotadas, destacam-se:

  • Eliminação de subsídios para serviços básicos, como luz, água e transporte público;
  • Liberação dos aumentos de preços de produtos da cesta básica;
  • Congelamento de obras públicas e corte de milhares de cargos no funcionalismo;
  • Redução do reajuste de salários, aposentadorias e pensões;
  • Abertura comercial do país para importar e exportar com menos restrições.

O choque inicial das medidas provocou uma explosão inflacionária. Em março de 2024, a inflação chegou a 287,9% na janela de 12 meses. No entanto, com a contração do consumo e a estabilização monetária, a inflação caiu progressivamente, encerrando o ano em 117,8%.

Pobreza por faixa etária e impacto nas famílias

A pesquisa do Indec também revelou que os mais jovens são os mais afetados pela pobreza:

  • 51,9% das crianças entre 0 e 14 anos estão abaixo da linha da pobreza;
  • 44,9% dos jovens entre 15 e 29 anos vivem em condições precárias;
  • 33,6% dos adultos de 30 a 64 anos são considerados pobres;
  • 16% da população acima dos 65 anos está na pobreza.

Entre os lares argentinos, 28,6% das famílias são classificadas como pobres, uma queda de 13,9 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre.

Os desafios para 2025

Com a inflação controlada e sinais de retomada econômica, o principal desafio de Milei para 2025 é atrair investimentos estrangeiros e manter a confiança da população. O PIB argentino caiu 1,7% em 2024, mas no segundo semestre apresentou crescimento de 4,3% no terceiro trimestre e 1,4% no quarto.

Analistas apontam que, se a recuperação econômica não se consolidar, Milei pode enfrentar uma queda de popularidade antes das eleições legislativas de 2025, o que pode dificultar a aprovação de suas reformas.

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