Dólar dispara a R$ 5,83 com retaliação da China e tensão global
Dólar dispara a R$ 5,83 com retaliação da China e tensão global
O dólar fechou a sexta-feira (4) em forte alta de 3,68%, cotado a R$ 5,83, o maior valor registrado nos últimos meses. O gatilho para esse salto abrupto foi o anúncio de retaliação do governo chinês, que impôs uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos. A medida entra em vigor no próximo dia 10 de abril e é uma resposta direta às sanções comerciais anunciadas por Donald Trump, presidente dos EUA.
A tensão entre as duas maiores potências econômicas do mundo colocou os mercados globais em alerta. A escalada da guerra comercial EUA-China reacendeu temores sobre uma possível desaceleração econômica global. Reflexo disso foi a queda de 3% do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, acompanhando a tendência negativa de outros mercados ao redor do mundo.
A nova tarifa chinesa de 34% é uma resposta proporcional às medidas norte-americanas. Trump, em uma tentativa de conter o crescimento chinês, havia anunciado no que chamou de “Dia da Libertação” a aplicação da mesma tarifa sobre exportações vindas da China. Em Pequim, a decisão foi vista como provocação e rapidamente rebatida.
A reação do mercado cambial foi imediata. Investidores correram para ativos considerados mais seguros, como o dólar, provocando um movimento de valorização da moeda norte-americana frente a várias divisas, incluindo o real. Economistas alertam que, caso o embate se intensifique, a volatilidade deve continuar nas próximas semanas.
Além da alta do dólar e da queda das bolsas, os mercados também estão de olho nos possíveis desdobramentos diplomáticos. Uma guerra comercial prolongada pode comprometer cadeias produtivas, afetar o comércio global e impactar diretamente o bolso do consumidor — inclusive no Brasil, onde a alta do dólar já pressiona preços de produtos importados e combustíveis.
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