Hugo Motta resiste à pressão do PL e freia anistia a golpistas do 8 de janeiro
Hugo Motta resiste à pressão do PL e freia anistia a golpistas do 8 de janeiro
Em meio à pressão crescente do Partido Liberal (PL) e de aliados mais à direita, o presidente interino da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu não ceder — ao menos por enquanto. Ele deixou claro que a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023 não será acelerada, e que qualquer decisão só deve vir ao fim de abril, após ouvir todas as bancadas da Casa.
O movimento de Motta é visto como um freio à tentativa de setores bolsonaristas de limpar a ficha de quem depredou os Três Poderes em Brasília. Mesmo com o PL pressionando pela votação da anistia, o parlamentar paraibano prefere manter uma postura institucional e ouvir o conjunto dos partidos antes de qualquer avanço.
“Esse tema exige prudência, escuta ampla e responsabilidade com a democracia”, teria sinalizado Motta a interlocutores próximos.
Nos bastidores, a leitura é de que Hugo Motta tenta evitar que a Câmara seja usada como palco de impunidade ou instrumento de barganha política. O gesto de resistência também aponta para uma tentativa de preservar a imagem da Casa em meio à polarização que ainda contamina o ambiente político.
Além disso, a decisão do presidente interino de não colocar o projeto em pauta de imediato joga um balde de água fria nos setores mais radicais da direita, que esperavam um trâmite relâmpago para livrar os condenados de qualquer consequência judicial.
Enquanto isso, a sociedade civil, juristas e movimentos democráticos seguem atentos, defendendo que anistiar golpistas seria um retrocesso inaceitável para o Estado de Direito no Brasil.
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