Arte que se move: Casa de Cultura do Parque inaugura três mostras que dialogam com o tempo, o espaço e o sonho
Arte que se move: Casa de Cultura do Parque inaugura três mostras que dialogam com o tempo, o espaço e o sonho
A partir do dia 26 de abril, a Casa de Cultura do Parque, em São Paulo, se transforma em território fértil para a experimentação artística com três novas exposições que ocupam seus espaços interno e externo. As mostras “Vertebral”, de Marcone Moreira, “Embandeirada”, de Mônica Schoenacker, e “Paisagens Oníricas”, de Wagner Antônio, propõem diálogos poéticos e materiais com a paisagem urbana, a memória coletiva e o inconsciente.
Movimento e matéria: Marcone Moreira em “Vertebral”
No espaço ao ar livre da Casa, a instalação Vertebral convida o visitante a caminhar ao lado de uma serpente metálica de 20 metros feita com cerca de 600 hélices de alumínio. Essas peças, adquiridas de uma fundição amazônica que mantém técnicas tradicionais, refletem o fascínio do artista pelas transformações industriais e sua relação com a carpintaria naval.
Marcone Moreira, maranhense radicado no Pará, é conhecido por obras que investigam materiais náuticos e seus desdobramentos estéticos e simbólicos. Com passagens por instituições como o Instituto Tomie Ohtake e o Paço Imperial, ele acumula prêmios e exposições que confirmam sua potência criativa. Vertebral integra o projeto No Deck, que convida artistas a criarem obras site specific para os jardins da Casa.
A bandeira como linguagem: Mônica Schoenacker em “Embandeirada”
A fachada da Casa de Cultura do Parque ganha novas cores e sentidos com a exposição Embandeirada, da artista Mônica Schoenacker. A mostra utiliza a serigrafia — entre o artesanal e o industrial — para produzir bandeiras que misturam memória gráfica e crítica visual.
As obras foram confeccionadas com apoio do Instituto Acaia e pensadas como um campo de aprendizado coletivo. Padrões, repetições e texturas ampliam a ideia de bandeira para além da representação de identidade: tornam-se também expressão de afeto, resistência e cotidiano.
Schoenacker, fundadora da Sericleta — uma unidade móvel de serigrafia —, tem trajetória marcada pela conexão entre ensino, arte e território. Em Embandeirada, a rua vira galeria e a fachada, manifesto.
Sonho em movimento: Wagner Antônio em “Paisagens Oníricas”
Já a instalação Paisagens Oníricas, de Wagner Antônio, propõe uma experiência sensorial intensa. Em vez de luzes chamativas, outdoors ou mensagens publicitárias, surgem palavras, vozes distorcidas, ruídos e encenações poéticas. A obra ganha vida nas performances programadas para os dias 26 de abril e 3 de maio, às 16h, e segue em cartaz até 3 de maio.
Criada a partir da pesquisa do coletivo 28 Patas Furiosas, Paisagens Oníricas borra as fronteiras entre teatro, artes visuais e dança. Com elementos ritualísticos e simbólicos, o trabalho é um oráculo contemporâneo que narra sonhos através de uma linguagem própria e envolvente.
Antônio tem passagens por projetos de ópera e arquitetura e foi indicado a prêmios importantes como APCA (dança) e Shell (teatro), mostrando sua versatilidade e potência narrativa.
Serviço
📍 Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros, São Paulo – SP
📆 Abertura: 26 de abril de 2025, das 14h às 18h
🖼️ Visitação: 26/04 a 31/08/2025 – Quarta a domingo, das 11h às 18h
🎭 Performances “Paisagens Oníricas”: 26 de abril e 3 de maio, às 16h
📞 (11) 3811-9264
🌐 ccparque.com.br
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


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