Abraço Coletivo: Quando a Arte Rompe Barreiras e se Faz em Comunhão
Abraço Coletivo: Quando a Arte Rompe Barreiras e se Faz em Comunhão
Em um tempo marcado por disputas, filtros e curadorias que selecionam a dedo o que “merece” ser visto, o projeto Abraço Coletivo surge como um gesto radical de acolhimento. Com realização da curadora Paula Borghi em parceria com o espaço Canteiro, a iniciativa convida artistas — de todos os cantos e trajetórias — a ocupar juntos uma mesma galeria. Sem filtros. Sem hierarquias. Apenas arte em estado bruto, livre e viva.
Entre os dias 29 de abril e 2 de maio de 2025, o endereço da Rua Purpurina, 434, na Vila Madalena (SP), será palco de um movimento artístico que propõe algo simples e poderoso: criar junto, expor junto, existir junto.
Uma exposição sem curadoria, mas com propósito
Diferente dos modelos tradicionais, o Abraço Coletivo não parte de um tema ou recorte específico. Aqui, o ponto de partida é o gesto: reunir artistas que acreditam na força da autogestão, da coletividade e da arte como ferramenta de transformação.
O projeto acredita que a organização coletiva é, por si só, uma forma de resistência e criação. Não importa se o artista é iniciante ou veterano, se é autodidata ou acadêmico — todos são bem-vindos. O que vale é a intenção de somar.
Regras simples, acesso real
Para participar, basta seguir algumas diretrizes claras, pensadas para manter o espaço acessível e funcional:
- Cada artista pode inscrever 1 trabalho
- Não são aceitos conteúdos com discurso de ódio
- Aceitam-se obras 2D ou 3D de até 1×1 metro
- Performances e vídeos com no máximo 15 minutos
- Preços das obras: de R$ 100 a R$ 10.000 (dividido entre artista e projeto)
- Taxa simbólica de R$ 25 para cobrir custos básicos (limpeza, segurança, montagem etc.)
Se o valor estiver fora do seu alcance, basta entrar em contato: canteiro.cpac@gmail.com
Arte como encontro — não como vitrine
Mais do que uma exposição, o Abraço Coletivo é um território de encontro. O que se vê ali não é um portfólio perfeito, mas uma amostra real de como a arte pulsa fora dos grandes circuitos. É o reflexo da diversidade, da mistura, da potência criativa de quem insiste em criar mesmo quando o mundo parece hostil.
A abertura oficial acontece no dia 26 de março de 2025, às 14h, e o encerramento será no dia 3 de maio (sábado), das 14h às 19h. Com entrada gratuita e espírito aberto, o evento convida o público a experimentar uma nova forma de se relacionar com a arte: mais horizontal, mais generosa, mais humana.
Abraçar é um Ato Político
O nome não é metáfora: o abraço coletivo é, literalmente, a junção de corpos criativos que se reconhecem na potência do outro. Em tempos de cancelamento fácil e meritocracia estética, abrir espaço para todos é, sim, um ato de coragem.
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Bacana!