Mesmo com tarifas mais altas, comércio Brasil-EUA bate recorde e movimenta US$ 20 bilhões no 1º trimestre
🌎 Mesmo com tarifas mais altas, comércio Brasil-EUA bate recorde e movimenta US$ 20 bilhões no 1º trimestre
Apesar do clima tenso com Washington, exportações de suco, café, aço e carne puxam crescimento histórico nas trocas bilaterais
Em um cenário marcado por tensões comerciais e aumento de tarifas, especialmente sobre produtos como aço e alumínio, o comércio entre Brasil e Estados Unidos contrariou expectativas e bateu um recorde histórico no primeiro trimestre de 2025. Foram movimentados impressionantes US$ 20 bilhões, o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, segundo a Amcham Brasil.
O avanço de 6,6% em relação ao mesmo período de 2024 surpreende por ocorrer justamente quando o governo americano, sob a gestão de Donald Trump, elevou tarifas de importação. Ainda assim, os números revelam vigor nas exportações brasileiras e apetite do Brasil por bens de alto valor agregado produzidos nos EUA.
Superávit americano, mas com bons sinais para o Brasil
Apesar do recorde, o trimestre terminou com déficit comercial de US$ 654 milhões para o Brasil, resultado de US$ 9,65 bilhões em exportações contra US$ 10,3 bilhões em importações. Ou seja, os EUA venderam mais para o Brasil do que compraram, mas a composição dos produtos e o desempenho de setores estratégicos indicam um movimento positivo para a indústria nacional.
Entre os destaques da pauta de exportação brasileira estão:
- Suco de frutas: +74,4%
- Óleos combustíveis: +42,1%
- Café não torrado: +34%
- Aeronaves: +14,9%
- Ferro/aço semiacabado: +14,5%
- Carne bovina: +111,8% — entrou no top 10 pela primeira vez
Já nas importações, 89,2% foram bens manufaturados, com ênfase em máquinas, medicamentos, petróleo e equipamentos tecnológicos. As compras de petróleo bruto cresceram 78,3%, enquanto o gás natural teve queda.
Comércio forte mesmo sob pressão
A Amcham Brasil destacou que o resultado reflete a resiliência da indústria brasileira e a maturidade das relações comerciais entre os países. Para Abrão Neto, presidente da entidade, é essencial garantir estabilidade nesse ambiente:
“É fundamental preservar as condições para que o comércio entre Brasil e Estados Unidos continue gerando inovação, empregos e desenvolvimento para ambos os países.”
Mesmo com incertezas, os dados mostram que as cadeias produtivas entre as duas maiores economias das Américas seguem interligadas — e pulsando forte.
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe uma resposta